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Al�m dos esgotos

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, em março deste ano, os números de uma pesquisa mostrando que apenas 52,2% dos municípios brasileiros estão de alguma forma ligados a uma rede de esgoto. O que basta para que os próximos governos federal e estadual, junto com as prefeituras, reforcem os investimentos para a melhoria significativa das condições sanitárias do País. As populações devem aproveitar a atual campanha eleitoral a fim de exigir dos candidatos compromissos nesse sentido. Com base nas previsões, cada vez mais assustadoras, dos cientistas e ambientalistas quanto ao futuro de cada um de nós em relação à escassez e ao mau uso da água e a tudo relacionado à degradação do meio ambiente, à destruição dos recursos naturais. Parte dos problemas ambientais que continuam pondo em risco a saúde da população através da poluição do ar e da contaminação das águas, é decorrente da demora na execução de políticas corretas para a destinação final dos resíduos líquidos e sólidos de diversas procedências. Especialmente em nosso País onde, somente agora, aparecem os primeiros Estados manifestando maiores preocupações diante dos graves desafios representados pelos lixões a céu aberto ou com o lixo que é arrastado ou despejado todos os dias no mar, nos rios, riachos e lagoas, constituindo-se também uma das principais causas das enchentes catastróficas. De acordo com recente estudo divulgado, através do Jornal do Brasil, pelo pesquisador Luciano Bastos Oliveira, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 20 milhões de toneladas de alimentos, plásticos, papéis e demais materiais são jogados fora anualmente pelos brasileiros. Essa quantidade de lixo geraria energia suficiente para suprir cerca de 40 milhões de residências no próprio País, com consumo médio de 100 kWh por mês. Ainda, segundo ele, o lixo pode gerar energia através dos restos alimentares e da conservação por reciclagem. ?Desta forma, 95% dos detritos são aproveitáveis, já que 60% são restos orgânicos e 35%, papéis, plásticos, vidros e metais jogados fora. O primeiro passo para a viabilidade econômica seria a coleta seletiva, já adotada em mais de cem cidades brasileiras?. Além desses dados importantes, há também um detalhe quanto ao número de empregos que poderão surgir do lixo: cerca de 1 milhão de novas vagas, principalmente para trabalhadores de baixa qualificação profissional, como os catadores.

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