loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Desarmar, ou armar a popula��o?

Ouvir
Compartilhar

O instinto de auto defesa faz parte da genética do ser humano que se corporifica nas células e estrutura óssea que resultam no biônimo bio-psíquico formando deste modo o homo sapiens, isto é, o homem inteligente capaz de distinguir o bem do mal. O exemplo dessa assertiva iremos encontrar nos primórdios da humanidade, precisamente nas cavernas, onde o homem neolítico usava todos os tipos de armas primitivas para se defender dos ataques dos animais ferozes. Depois de revivermos nossas origens, urge analisarmos o que pretendem nossos parlamentares obter na consulta a ser feita ao povo através do plebiscito, onde saberá se realmente a sociedade brasileira deverá entregar suas armas e munições aos órgãos policiais, no sentido que a mesma desarmada possa viver em perfeita harmonia e paz social. Será com essa atitude espontânea, a violência cotidiana urbana ou rural diminuirá na atual conjuntura, bem assim o número incomensurável de assassinatos e delitos diversos deixaria de ser notícia diária na mídia nacional e internacional? Entendemos que não, porque a fonte e a comercialização de armas de origem clandestina não estão nas mãos dos homens e mulheres de bem e sim no poder da bandidagem, daqueles e daquelas que estão às margens das leis. Precisamos urgentemente extirpar as células cancerígenas das mentes doentias dos que praticam crimes de pistolagem, assaltos à mão armada, assaltos aos estabelecimentos bancários, violação e até remoção de caixas eletrônicos, sequestros, narcotráfico e outros tipos de delitos que são responsáveis pelo comércio desenfreado de armas que se espalha a cada minuto por este Brasil Continental, gerando desta forma recursos financeiros na aquisição de armas e munições, as mais sofisticadas do planeta. Não adianta desarmar a sociedade e deixar os delinqüentes portando revólveres, pistolas, fuzis M16, AR-15, metralhadoras, inclusive antiaéreas, bazucas e daqui a pouco tanques de guerra. A última campanha do desarmamento não trouxe nenhum benefício para a paz social, muito pelo contrário houve um acréscimo acentuado nos crimes generalizados ocorridos no nosso País, visto que a população fora desarmada e os bandidos passaram a se armar de uma maneira assustadora. As estatísticas mostram diariamente o crescimento da delinquência de um modo geral na nossa Pátria. Até parece uma epidemia incontrolável. Feita essa análise, concluímos na hora presente ser desnecessária a consulta ao povo brasileiro. Precisamos sim, dobrar a vigilância das nossas fronteiras e intensificarmos as ações preventivas e repressivas do aparato policial em nossa Pátria, detectando os focos de apoio dos criminosos, reduzindo, a curto prazo a maior idade, no sentido do menor de 18 anos, quando na prática de delitos ser considerado imputável na aplicação de penas, no sentido da impunidade não servir de incentivo, principalmente para juventude delinquente que se escuda na imputabilidade da faixa etária que é portadora. (*) É advogado e membro da associação alagoana de imprensa [email protected].

Relacionadas