Opinião
Informar � preciso
Dentre os crimes violentos que têm chocado os alagoanos, o recente assassinato da jovem universitária em Maceió vem a somar com a morte das duas adolescentes em Coruripe. Três homicídios que causaram forte impacto e que, até o fechamento deste comentário, seguiam sem esclarecimentos. Nestes, e na maioria dos casos nos quais a obscuridade envolve os elementos que deveriam ser esclarecedores, é fundamental a ajuda de toda pessoa que possa dispor de qualquer informação. Sem essa parceria, fica difícil para os investigadores levarem adiante os trabalhos de esclarecimento desse tipo de crime. Apenas com o cruzamento das informações e a cuidadosa verificação de cada dado recolhido é que os inquéritos podem ter sucesso. Na vida real, diferentemente dos seriados nos quais a ciência e/ou a dedução levam à resolução de intricados casos, nem as técnicas mais avançadas nem o processo dedutivo, per si, são capazes de dissipar as interrogações sobre ações criminosas nas quais escasseiam as informações. Toda e qualquer informação sobre sobre esse tipo de crime precisa ser valorizada e encaminhada a quem de direito: a polícia. Os órgãos policiais garantem o sigilo da autoria da informação e até telefones podem ser usados nesse mister. Casos como os das duas adolescentes de Coruripe e da jovem universitária de Maceió precisam ser esclarecidos. Os responsáveis por esses crimes precisam pagar por seus atos. E para que a impunidade não se cristalize, nesses e noutras ocorrências semelhantes, se faz indispensável a disposição cidadã em informar o que possa ser útil à polícia. O perigo é a banalização de horrores como esses. O silêncio é o maior cúmplice deste tipo de criminoso. Oxalá todos que possam ajudar neste momento venham a honrar o compromisso cidadão de combater a impunidade.