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Pa�s dos contrastes (II).

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No comentário anterior, além dos problemas relativos ao Trânsito, fez-se alusão à situação vexatória que poderá ser vivenciada em face do atraso nas obras de reformas de nove importantes Aeroportos, no tocante à realização da Copa do Mundo de 2014. Foi também alardeado o ?fenômeno? Pré-sal, como conquista inigualável pelo ex-Presidente Lula, como fórmula miraculosa que elevaria o Brasil à categoria de maior produtor ou de um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Cria-se, até, uma Estatal para gerir o negócio bilionário, quando dispomos de uma Entidade confiável ? a Petrobras ?, que já demonstrou capacidade gerencial, sendo uma das mais respeitáveis empresas do mundo no gênero. Contudo, embora haja o Ministro Edson Lobão declarado que a gasolina não aumentaria, percebe-se, na prática, o contrário. Em nosso Estado, o produto é anunciado como o mais caro do País, em que pese a existência de inúmeras usinas de açúcar e de álcool. Demais disso, foi repetidamente proclamado que o Brasil é autossuficiente na exploração desse óleo. Antes, quando ocorriam aumentos, a ?estória? descambava para a rebatida importação. A desculpa, agora, tem como justificativa o aumento do álcool e sua mistura em 25% à gasolina. Pretendendo corrigir a anomalia, a Presidente Dilma reduziu o percentual, porém o produto não oferece sinal de que a medida será respeitada. De outra banda, sequenciando o rol dos contrastes, temos a notícia de que houve um incremento de quase 12% (doze por cento) na arrecadação federal, o que representa, no todo, um colossal volume de recursos. Mesmo assim, o governo da nossa velha república dos absurdos, estabelece um ?corte? de 50 bilhões de reais, mesmo sabendo que existe uma fortuna empenhada como restos a pagar, no valor de 82 bilhões de reais! Todavia, pretende criar o cargo de ?Prefeitos? dos aeroportos! Parlamentares das duas casas do Congresso, em pronunciamentos contundentes, criticando tal posição, lembraram que muitas despesas decorreram de gastos exagerados na campanha presidencial, com benesses que, pelo visto, comprometeram o erário e, com mais gravidade os empresários que investiram em obras, afetando, ainda, órgãos e firmas que carecem dessa montanha de dinheiro para cumprimento de suas obrigações. Tem-se, ainda, o justo reclamo de categorias funcionais, sem reajustes; até mesmo juízes federais que reivindicam tratamento igualitário. Concursos foram suspensos, mesmo sabendo-se que, a cada ano, ocorrem baixas consideráveis em face de aposentadorias, demissões etc. As Forças Armadas sofrem com reduzidos ganhos e, mais ainda, diante do sucateamento, sem possibilidade de reformulação ou aporte de verbas. Este jornal, em sua coluna Política, produzida pelo culto, eficiente e independente jornalista Cláudio Humberto, do dia 27/04/2011, mostra a situação lamentável da Marinha Brasileira. Veja-se que absurdo: ao invés de receber mais recursos, depara-se com uma redução de 4,3 bilhões de reais! Resultado: vários navios paralisados por falta de manutenção, tais como: Ceará, Marajó e Corvetas Inhaúma e Julio de Noronha. Outros também estão em semelhante posição: Matoso Maia, Rio de Janeiro e a Fragata Defensora. Para que serve o Ministério da Defesa e a figura do grandalhão Ministro Nelson Jobim? Ministro que, na Presidência do Supremo Tribunal Federal, comandou o retorno do desconto de 11 (onze por cento) dos aposentados. Vêm novos contrastes posteriormente. Votem no homem e garantam a sobrevivência e o ?Pós-sal?. (*) É membro da Associação Alagoana de Imprensa e Academia de Magistrados.

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