Opinião
N�meros renitentes
Como para que reafirmar a relevância do destaque do tema na mídia, depois até da proeminência registrada nas páginas virtuais da britânica The Economist, 14 assassinatos foram registrados em Alagoas no recém-passado fim de semana. Consultando o noticiário disponível na internet, percebe-se que no fim de semana de 29 de maio, registrou-se 13 homicídios. O mesmo período marcado pelo domingo 22 de maio, assinalou 16 assassinatos. Por sua vez, entre 13 e 15 de maio, foram trucidadas nove pessoas. Enquanto isso, o fim de semana marcado pelo domingo 27 de fevereiro assinalou o trágico fim de 15 alagoanos, no final de semana de 24 de janeiro foram 11, em 17 de maio de 2010 foram 14; em 12 de julho de 2010 foram 19 vítimas... E assim segue a coleta dos números sangrentos em nosso Estado. Este comentário não pretende construir uma análise estatística digna deste nome, apenas busca, aleatoriamente, na memória jornalística, números que reafirmam a necessidade de ser dada atenção especialíssima a esta tragédia contemporânea alagoana. Tão grave é a realidade que as recorrentes greves da polícia civil pouco ou nada interferem nesta escalada mortal. Repetindo o aqui dito noutras ocasiões, em termos de insegurança pública Alagoas está diante de um problema de política e não de apenas de polícia. Evidentemente que passa pela ação e planejamento policial a parte mais imediata do enfrentamento deste problema. Mas ele é muito maior que isto. Para ser combatido com a amplitude e profundidade requerida precisa-se de uma ação conjunta, em uníssono, da sociedade alagoana, entendidos aí os poderes constituídos, governo federal, entidades não governamentais, iniciativa privada. Inegavelmente, a esmagadoramente majoritária parcela sã da sociedade alagoana está perdendo (e feio) esta guerra para uma ínfima minoria de criminosos. Virar este jogo é uma questão de sobrevivência.