loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Energia no ambiente

Ouvir
Compartilhar

Apesar de argumentos sustentados que o aquecimento global não é provocado por ações antropogênicas, a redução das emissões de CO2 está na mídia e na pauta de ação de todos os países. A tese contrária é que, para assegurar as suas seguranças energéticas, os países industrializados demandaram um terrorismo climático para gerar menos desenvolvimento no mundo. Defendem que o aquecimento atual é função das eras glaciais vividas pelo planeta e nos próximos 20 anos estaremos entrando num ligeiro resfriamento. Em qualquer das teses, o desenvolvimento energético aparece como sustentáculo do desenvolvimento, da tecnologia, da capacitação, da criação de emprego e renda, da melhoria da qualidade de vida. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), em 2010 as emissões de CO2 atingiram sua maior marca (30,6 gigatoneladas), um salto de 5% em relação a 2008 (29,3 gigatoneladas), porque em 2009 haviam caído em função da crise financeira internacional. Considerando que até 2020, cerca de 80% das futuras emissões do setor elétrico já são conhecidas, esse dado representa um sério revés para a meta de não aumentar a temperatura global em mais de 2 graus Celcius. Diz ainda a AIE que, para essa meta ser alcançada, as emissões associadas ao setor de energia em 2020 não poderão ser maiores que 32 gigatoneladas. Nessa busca por fontes de energia de menores emissões de CO2, ressurgiu a nuclear como a melhor de todas, se computarmos o ciclo completo da conservação de energia, ou seja, considerando a energia consumida nos processos, desde a retirada da matéria-prima, transformação em estruturas e equipamentos, até a geração final da energia. Fontes alternativas, como eólica e a solar, ganham investimentos crescentes em todo o mundo, mas apresentam altos custos e dificuldades operacionais por não termos vento e sol em todas as horas. Nesse contexto ambiental, as energias de base (podem ser acionadas a qualquer tempo) são a hidráulica, a nuclear, o gás natural e o carvão. Com o acidente de Fukushima, o custo com a segurança das usinas nucleares vai aumentar. Por outro lado, em função das eleições que estão próximas, a Alemanha tomou uma decisão apressada de fechar 17 usinas que já haviam sido autorizadas a prolongar sua vida útil, cujos reflexos políticos já alcançaram a Bélgica, a Suíça e a Itália. No Brasil, com as dificuldades das grandes hidrelétricas, o gás natural passa a ser a melhor alternativa para a segurança energética da Nação, obviamente também investindo na eólica, na solar e na biomassa como fontes complementares. (*) É presidente da Gás de Alagoas S.A. (ALGÁS).

Relacionadas