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Caso Battisti: hipocrisia

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Este é o termo que podemos aplicar à justificativa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou para fundamentar a permanência em solo brasileiro do assassino ?terrorista? Cesare Battisti. O citado ?terrorista? foi julgado e condenado em todas as instâncias da justiça italiana, e teve também sua condenação confirmada pelo Tribunal Internacional de Direitos Humanos, pelo frio assassinato de quatro cidadãos italianos, que tiveram suas vidas ceifadas sem motivação política alguma. Foram crimes comuns, assim julgados. Por ter participado de algumas atividades políticas de esquerda, nos idos de 70, tentou caracterizar seus crimes como de natureza política, versão que não foi aceita pela justiça italiana. Fugiu, tendo sido julgado à revelia, sendo-lhe aplicada a pena de prisão perpétua, após trâmite que respeitou os princípios da ampla defesa e do contraditório, num país de primeiro mundo. Os crimes foram a ele atribuídos por seus comparsas, por meio do instituto da delação premiada, que hoje é bastante utilizado aqui no Brasil, servindo para a elucidação de inúmeros crimes, inclusive os de colarinho branco. O meliante ?terrorista? é um simples assassino comum, que fugiu de Itália para não pagar pelo que fez, e obteve abrigo na França, à época sob regime socialista, vindo depois para o Brasil, com a assunção do PT e do companheiro Lula. Pois bem. Um dos motivos alegados pelo presidente Lula da Silva para justificar a permanência do companheiro Battisti no Brasil, negando sua extradição, é o fato de que o governo italiano não daria condições adequadas (humanas) para que o ?terrorista? assassino cumprisse sua pena. Não é hilário ? Pergunto: isto não é pura hipocrisia ? Qual o brasileiro que é preso e cumpre pena em condições minimamente humana, em qualquer penitenciária no Brasil? Dá-me vergonha ter que aceitar certas posições de determinadas ?autoridades? nacionais. Essa foi uma delas e, lamentavelmente, o Supremo Tribunal Federal, por maioria, a avalizou. (*) É advogado.

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