Opinião
Quem procura, acha
Do recente debate que agita os integrantes da Procuradoria de Estado projetam-se preocupantes argumentos disparados de ambos os lados da contenda. Uns são acusados de ?represar processos?, e respondem ao acusador com os epítetos da ?improbidade administrativa? e ?sorrateiro e ilegal?. Como sempre, o maior candidato a sair perdedor desse embate é o interesse público. De cara, os estilhaços dos petardos explodidos arranham a imagem do órgão como um todo. Afinal, quando se desencontram os procuradores, quem achará o prestígio perdido daqueles que deveriam defender os interesses maiores do Estado? Todas as questões levantadas pelos dois lados nesta contenda merecem respostas claras, urgentes, capazes de tranquilizar a população acerca das acusações assadas. Afinal quando se expõe denúncias como um suposto e injustificável impedimento para compra de camas para a emergência médica, um arrepio de horror percorre a espinha dorsal da cidadania. Para quem quer que se sinta alcançado por acusações como essa a defesa não só é um direito como é um dever, pois estão em jogo as próprias responsabilidades fundamentais do servidor público, além da vida e saúde de cidadãos alagoanos. Tais repostas, exatamente por tratarem desses temas tão caros ao serviço público, não podem se limitar ao digladiar de acusações, nem a retaliações funcionais, muito menos a acertos corporativos. Alagoas precisa de respostas que não sejam vociferadas como palavras de ordem insultuosas. A população necessita de agilidade e legalidade simultâneas em todos os processos de interesse público. Nosso povo merece ser brindado com menos querelas e mais harmonia por parte de seus servidores. Estas são respostas inadiáveis que nossa cidadania tem procurado, com sofreguidão, há tempos. E ainda não as encontrou.