app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5715
Opinião

Mais um desafio

Levantamento feito nos 67 projetos do Avança Brasil, que o governo de Fernando Henrique Cardoso chamou de estratégicos, revela que, em termos de destinação de verbas, eles não tiveram a prioridade esperada. A informação abre uma das matérias publicadas es

Por | Edição do dia 19/09/2002 - Matéria atualizada em 19/09/2002 às 00h00

Levantamento feito nos 67 projetos do Avança Brasil, que o governo de Fernando Henrique Cardoso chamou de estratégicos, revela que, em termos de destinação de verbas, eles não tiveram a prioridade esperada. A informação abre uma das matérias publicadas esta semana pela Agência Folha. “Nos primeiros dois anos (2000 e 2001), portanto metade do tempo total do programa, o governo destinou 36,7% do total previsto de verbas. Levando-se em conta o tempo decorrido do Avança Brasil (no caso 50% já que o parâmetro foi 2000 e 2001 em relação à destinação de verbas, há um saldo negativo de R$ 19,3 bilhões que deixaram de ser investidos no período”. De acordo com a mesma matéria, o Avança Brasil foi criado por FHC para gerenciar um conjunto de 377 projetos, que prevê gastos de R$ 1,29 trilhão em quatro anos (de janeiro de 2000 a dezembro de 2003). Do total, 67 foram eleitos como sendo prioritários (estratégicos) ou contendo ações prioritárias. Entre os mais importantes, está o projeto Saneamento é Vida, cujo objetivo era melhorar os serviços de saneamento básico nos municípios com mais de 75 mil habitantes. “Devido ao contingenciamento do Orçamento, as metas previstas tiveram de ser revistas. Até agora, nenhuma proposta anunciada foi implementada”. Também o senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR) realizou um levantamento e chegou à conclusão de que o governo federal deixou de investir R$ 600 milhões, nos últimos três anos, justamente em saneamento básico. Só os drásticos cortes nos recursos para essa área nos dois mandatos de FHC terminaram produzindo um dos maiores desafios para o próximo governo em relação à saúde pública e ao meio ambiente. O País não pode continuar com o enorme déficit social. Sem as soluções necessárias à melhoria das condições de vida da maior parcela da sociedade. Mormente quanto às condições sanitárias, reveladas nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo eles, quase metade da população brasileira não é servida por esgoto sanitário; mais de 60% dos dejetos recolhidos são despejados diretamente na natureza e mais da metade das pequenas cidades não recebe água tratada. E no Nordeste, apenas 14,7% dos domicílios são atendidos por rede de esgoto.

Mais matérias
desta edição