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A cidade mais antiga do mundo

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Há quinze anos passados vindo de Istambul, Turquia, cheguei à tardinha, quando o sol se escondia, à Damasco, capital da misteriosa Síria. Nascida à beira do Oasis de Ghouta, hoje com cerca de um milhão e meio de habitantes, é o centro de uma grande área metropolitana com 2,4 milhões de pessoas rodeadas por terras desérticas e povoados pitorescos na montanha: Yahud, Maalula, Seydnova, onde ainda se fala o arameo a língua de Jesus. A Síria cujo território incluía a Mesopotâmia, atualmente Iraque e o Líbano no Mar Mediterrâneo, ainda faz fronteira com a Turquia, Jordânia e Israel. Na sua história recente foi dominada por mais de três décadas, pelo ditador Hafez al-Saad, quando ficou conhecido como o Leão de Damasco, pela mão de ferro com que governou o país. Com a morte de Hafez, há onze anos passados, Bashar al-Saad, seu filho, o sucedeu no poder. Médico oftalmologista, formado em Londres, tem vida social e freqüenta restaurantes em Damasco, com sua mulher de origem inglesa, guardados pelo temido serviço secreto sírio. Usuário de redes sociais na internet: e-mail, Twitter, Orkut e Facebook, apesar da aparente modernidade, seguiu os passos do pai disseminando implacável perseguição a oposição. No momento encontra-se acuado por revoltas populares que visam à derrubada do regime ditatorial e a instalação da democracia. A família al-Assad ( pai e filho) dominam o país por 41 anos interruptamente. Esta fase por que passa Damasco e o país é apenas um momento da história. Damasco é considerada a cidade habitada mais antiga do mundo. Segundo historiadores, os primeiros habitantes datam de 5 mil anos antes de Cristo. Cortada pelo Rio Barada que a divide em duas, fica no centro das rotas das caravanas mencionadas nas escrituras dos antigos Faraós. Muitos povos ocuparam ou passaram pela cidade. Damasco é riquíssima em história. O turista curioso pode ver ruínas romanas, castelos medievais da época das cruzadas e monumentos erguidos pelos povos mulçumanos na parte antiga da cidade. Damasco não é só história evidentemente, os que a visita se divertem nos cafés, bares, bazares e mercados, como o de Ramadieh onde vi mulheres com seus véus negros e homens com seus trajes tradicionais cheirando sabonetes de óleo de oliva e comprando especiarias e temperos. Por todo o mercado o colorido e o barulho característicos do Oriente! (*) É promotor público posentado, Ex-Deputado e Ex-Governador do Estado de Roraima.

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