Opinião
Sofrimento cidad�o
Desde a implantação da Urna Eletrônica, Alagoas tem estado na vanguarda tecnológica no processo eleitoral. O mesmo caminho vem sendo trilhado no cadastramento biométrico em curso. Mas alguns ajustes são necessários, e urgentes, para que o eleitorado não seja castigado pelos antigos e ainda indispensáveis procedimentos pré-digitais. Reportagem publicada ontem, apropriadamente intitulada ?Recadastramento provoca transtornos? descreve, com detalhes, os sofrimentos dos pretendentes ao cumprimento das determinações da Justiça Eleitoral. Filas quilométricas, precariedade no atendimento, pouca informação no tocante a elementos essenciais (como o rol de documentos exigidos) tem transformado a disposição cidadã num tormento. Numa conta rápida, verifica-se que apenas sete dias estarão disponíveis para o recadastramento dos eleitores nascidos em janeiro e fevereiro. Um problema. De acordo com o apurado na reportagem, diariamente, um grande número de eleitores queda-se frustrado por não alcançar a meta de serem recadastrados. A tendência, a ser mantido o dia 12 de julho como término do prazo para o novo cadastramento dos nascidos em janeiro e fevereiro, é de multiplicação das filas e das dificuldades. O risco, evidente, é, ao ser encerrado este primeiro prazo, terem sobrado um sem-número de eleitores excluídos do processo, não obstante terem esses ?sem-recadastramento? se esforçado para cumprirem o determinado pelo TRE, inclusive penando em dolorosas filas desde o raiar do dia. O que fazer? Indispensável é uma avaliação detalhada desses primeiros passos do trabalho de cadastramento biométrico. Daí identificar-se-iam os ?nós? que têm amarrado os procedimentos, desatando-os incontinenti. Experiência e competência para tal não falta à nossa Justiça Eleitoral.