Opinião
Ruas para o tr�fego
Proliferam os estacionamentos na área central de Maceió, exigindo do poder público uma fiscalização mais rigorosa para garantir o cumprimento das normas municipais e os devidos respeitos aos diretos do usuário. Apesar das improvisações, este afã da iniciativa privada é positivo, pois cada dia o número crescente de veículos circulantes na capital alagoana cobra, dentre outros equipamentos, mais vagas para estacionamento. Especula-se o retorno da ?zona azul?, mas a bem da verdade, esta não é a melhor das soluções, pois sacramenta um problema grave: a imobilização de áreas importantes para o fluir do trânsito. A rua precisa ser devolvida a sua função básica: corredor de tráfego. Seja para automóvel, bicicleta ou pedestre, a rua tem como prioridade o escoamento do trânsito. Rua é movimento e não estacionamento. Sinal verde para a zona azul só deveria ser aceso em logradouros que não fossem pistas de rolamento, tais como terrenos de propriedade do poder público. Igualmente se faz mister afastar a temeridade de converter praças em garagens. A melhor ideia é normatizar a instalação e funcionamento dos estacionamentos privados. Quem possui automóvel sabe que essa propriedade enseja despesas inarredáveis, como combustível, emplacamento, limpeza, seguros... e estacionamento. Esta é uma questão privada. Reserve-se a rua para o trânsito. E que nelas, além dos veículos automotores, ciclistas e pedestres tenham seu ir e vir garantido com segurança. É preciso dar um basta no apossamento individualista de vias construídas para o tráfego, desviadas de sua função precípua e pública para usufruto de uns em detrimento da ampla maioria da população, pois com parte das ruas entupidas por estacionamentos, os problemas de trânsito findam por ir além dos motoristas e castigam a todos.