Opinião
Ajustando os rumos
Mais uma vez a Justiça Eleitoral em Alagoas comprova sua serenidade e firmeza ao tratar de problemas relativos a modernização do sistema e do atendimento das demandas dos eleitores. Efetivamente, os desencontros registrados no corrente processo de recadastramento eletrônico não seriam caso de interrupção da campanha, mas de reorientação dos procedimentos. A interrupção pura e simples, apesar de ser ideia merecedora de ser considerada, poderia fazer aumentar o desgaste do processo e acumular as pressões de um público frustrado cada vez maior e mais revoltado. O reordenamento, com ajustes positivos em termos de abertura de novos postos, alongamento do prazo, agendamento do atendimento, possibilitou uma reversão positiva nos rumos da campanha de recadastramento biométrico. A explosão da demanda, com multidões de eleitores buscando cumprir suas obrigações, é um excelente exemplo de participação democrática, mesmo que muitos se declarem desgostosos com os resutados de seus votos (justificando a pressa em recadastrar-se pelas imperiosa necessidade de estarem com os documentos em dia). Quanto mais cidadãos valorizem sua regularização eleitoral mais sólido fica a democracia. Mesmo que sejam evidentes os descontentamentos com as consequências circunstanciais de alguns resultados das urnas. O recadastramento biométrico é mais um avanço do sistema eleitoral brasileiro, que reafirma com mais esse passo sua posição de vanguarda mundial. Ao evitar que erros de planejamento viessem a provocar danos graves ao processo em nosso Estado o TRE de Alagoas confirma sua tradição de pioneirismo (como no caso da introdução da urna eletrônica em nosso País). Com esses reajustes, esta caminhada seguirá adiante, marcando mais um tento para Alagoas.