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Dilma, a durona

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A presidente Dilma Rousseff mudou toda a cúpula do Ministério dos Transportes, depois que denúncia de corrupção veio a público em reportagens na imprensa. Nos últimos dias, uma sucessão de fatos e declarações sinalizou para uma situação de briga de foice pelo comando dos cargos que acabam de ficar vagos. O que mais chama a atenção, segundo divulgado no noticiário, é o tom de cobranças do partido aliado atingido pelas suspeitas. Trata-se a coisa pública como se particular fosse ? e até com desrespeito discute-se as negociações com a chefe da Nação. Até agora, no entanto, a presidente não se dobrou a iniciativas de rolo compressor, na base do é assim ou não se faz mais nada. Pode-se dizer até que há um clima de chantagem da parte de alguns mais exaltados que tratam do preenchimento dos cargos. Dilma, bem ao seu estilo, falou alto e grosso com auxiliares envolvidos na confusão, e reclamou diretamente de ?descontrole? dos orçamentos no ministério em questão. Foi o recado de que o malfeito não pode e não será tolerado. A população brasileira não espera outra atitude da primeira mulher a comandar o País. Sua fama de ?durona? é testada agora, mais do que nunca. E é com esse espírito que ela deve tocar a gestão, sobretudo no quesito lisura com os gastos. A tradição de estourar orçamentos não pode ser aceita como algo imutável. Estão aí as regras, de sobra, que devem ser seguidas, sem contorcionismos. Em apenas meio ano de governo ? e especificamente no último mês ?, dois ministros da República caíram envolvidos em situações nada construtivas. Isso não significa o fim do mundo ? desde que a presidente trate de garantir nomes que respeitem as leis e o dinheiro do povo. É um momento de afirmação da autoridade presidencial, para o bem dos brasileiros.

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