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Opinião

Caos central

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De novo o Centro de Maceió virou um pandemônio. A interrupção do tráfego de veículos no Centro da capital espalhou engarrafamentos pelas vias de acesso. Milhares de pessoas viram-se prejudicadas. E por quê? Por causa de mais uma reação atabalhoada em reflexo ao descontentamento de um grupo de pessoas. No caso citado eram os feirantes que negociam com importados nas ruas maceioenses que buscavam espalhar seus próprios prejuízos a quem nada tinha a ver com o acontecido. Aconteceu que a Polícia Federal e a Prefeitura de Maceió decidiram aplicar a lei. Ainda de forma bastante tolerante, pois apenas parte do material supostamente irregular foi apreendido. A tolerância dá-se por conta do social. Se for aplicado ao pé da letra o dito na legislação, aí o caos é real, pois são muitas as famílias que sobrevivem dos negócios com importados irregulares. Aos negociantes de produtos irregulares não pode ser negado o direito de protestar, mesmo que venham a reivindicar o descumprimento da lei. Julgar uma legislação injusta e pedir sua modificação é um direito democrático desde a antiguidade. O erro está em prejudicar a população como forma de protesto. Infelizmente esta forma de manifestação, destrutiva, amplia-se e se consolida como se fosse um método eticamente válido. Ao fim e ao cabo, finda as querelas, seja qual for o resultado entre os contendores (no caso Polícia Federal e Prefeitura versus camelôs) o primeiro, e mais das vezes único, perdedor é a população. A Prefeitura de Maceió e a Polícia Federal têm suas razões e a atenção ao social não pode conduzir ao desacato da legislação vigente. Os camelôs têm seus motivos para lutar contra os apertos, afinal vivem disso, sobrevivem em muitos casos pela contravenção fiscal. Um entendimento entre as partes seria bem-vindo. E deve ser rechaçada esta prática perniciosa de protestar causando prejuízos (deliberadamente, planejadamente) à população inocente e indefesa.

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