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Ra�zes regionais

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Em mais uma demonstração dos novos cenários econômicos e sociais do Brasil contemporâneo, estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, segundo os analistas do órgão, os grandes movimentos migratórios do Nordeste para o Sudeste chegaram ao fim. Pelas análises do IBGE, ?brasileiros vêm se deslocando menos internamente nos últimos 15 anos?. Dentre as justificativas para esta mudança de comportamento destacam-se as mudanças na economia e a redução da taxa de natalidade. A pesquisa indica que a entrada e saída de migrantes internos ?praticamente se equilibrou entre 2004 e 2009? em 15 dos 27 membros da federação e em nenhum estado (nem no DF) foram registradas fortes evasões e/ou absorções migratórias. Um desequilíbrio regional levemente atenuado pode ser identificado e listado como elemento marcante para essa reversão de tendências migratórias. Números do IBGE mostram ?que entre 1995 e 2007, a participação do Sudeste no PIB nacional caiu de 59,1% para 56,4%, enquanto a do Nordeste aumentou de 12% para 13,1%?. Em termos percentuais (e em termos absolutos) essa mudança está muito longe de apontar para uma redução expressiva entre as distâncias econômicas entre as regiões Sul/Sudeste e o resto do País. Evidentemente que as injustiças regionais continuam fortes e seguem profundos os fossos socioeconômicos que separam o Sul/Sudeste das demais regiões brasileiras. Mas é igualmente clara a evidência que as populações das regiões mais sofridas se dispõem a ficar em seus torrões, continuam dispostas a darem sua contribuição ao desenvolvimento do local onde nasceram. Precisam apenas, esses resistentes, do respaldo de um mínimo de políticas públicas regionais para que seus sonhos e esperanças não mudem de endereço.

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