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Opinião

Nosso passeio por Londres continua

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Chegamos a Londres debaixo de uma chuvinha fina e intermitente. Um vento gelado soprava do Norte. O céu, cinzento e ameaçador, prometia um longo tempo sombrio e frio, apesar de estarmos no início do verão. No caminho para nosso hotel passamos pelo majestoso Palácio de Buckingham, exatamente na hora em se efetuava a empolgante mudança da guarda. Há séculos que esse espetáculo se realiza, exatamente ao meio dia, com todos os seus requintes. É uma das maiores atrações para o turista. Lá está, em formação, a guarda da rainha, vestida no seu bonito fardamento vermelho de botões e cinto dourados, calças pretas, chapéu alto de pele negra e fuzil ao ombro, postura impecável. Em frente à morada da rainha, ergue-se o belo monumento à Rainha Victoria, em mármore branco e partes em dourado. A estátua fixa, com fidelidade admirável, a idosa soberana que com tanta fibra e sabedoria dirigiu os destinos dessa poderosa pátria. Este conjunto esculturado é tão perfeito e elegante que encanta. As ruas estão cheias de gente que vem de todas as partes da Inglaterra e da Europa, atraídas pela época das liquidações que são realmente convidativas. Há visitantes, também, que chegam de todas as partes do mundo para rever ou conhecer essa histórica cidade. Ficamos hospedados no Hotel Radisson Blu, bem no centro de Londres, o que nos possibilitava o acesso aos mais importantes lugares turísticos e ao melhor comércio de capital inglesa. É uma hospedaria muito simpática, ampla, quartos adaptados para deficientes e os funcionários são extremamente amáveis. Proporcionavam-me todas as facilidades. Deixei para descansar á noite. Tirei meu guarda chuva da mala e, depois de arrumar, no armário, algumas roupas essenciais para os cinco dias que iria passar na cidade, ganhei as ruas com a minha cadeira, que estava tinindo, com suas baterias novas e confiáveis. Mas o frio e aquele ventinho gelado não eram nada toleráveis! Porém teria que me habituar a eles, se queria estar nas ruas. Que fazer? De repente um vento mais forte destruiu meu guarda chuva! Felizmente logo perto havia o vendedor de ?umbrelas? de plástico por duas libras. Comprei uma e continuei meu passeio. Encaminhei-me para a Oxford Street, uma das principais ruas comerciais de Londres. Entrei em todas as lojas, olhei tudo, comprei uns presentinhos para os bisnetos, e adentrei a grande loja de departamentos, muito elegante, chamada Selfridges, minha velha conhecida. Tem de tudo, porém com a libra valendo mais que o euro já tão caro, se tornava tudo inacessível. Mesmo assim havia um mundo de gente a se acotovelar pelos espaços entre os balcões. Tudo com preços rebaixados. As roupas realmente estavam de graça! Mas como eram feias! A inglesa não tem a fama de se vestir bem! Os calçados não são tão macios; as bolsas sim, eram lindas! Produtos cosméticos são bons e os preços convidavam a adquiri-los. Havia uma sessão só de guloseimas sofisticadas! Hum eram de destruir qualquer regime! Mas resisti heroicamente à tentação! (*) É escritora.

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