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Opinião

Companheirismo e solidariedade

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O Rio São Francisco já foi chamado de ?rio da unidade nacional, traço de união impresso nas dobras geológicas do Brasil e uma das vias móveis da civilização do país?. Essas eram algumas das expressões ufanistas comuns nas escolas ribeirinhas, na década de 50. Creio que já não se pensa assim, pois o rio foi minguando, diminuindo de volume, prejudicando os ribeirinhos. Você indagará o porquê da lembrança desse rio. O contexto do Rio São Francisco foi destaque na reunião de posse da governadora do Rotary Club Regional Marly de Souza Aprígio. O governador Hugo Dória, baiano, que se despedia dessa função, comparou o rio ao Rotary Club. Explicou o seu ponto de vista: o rio nasce como um tênue fio de água que vai se acumulando ao receber inúmeros riachos, córregos e afluentes, tornando-se poderoso curso de água. Por sua vez, o Rotary Club Internacional, que nasceu de um pequeno grupo de abnegados, em 1905, foi ampliando-se, conquistando adeptos e associados, tornando-se ? em pouco mais de um século ? uma agremiação que reúne um milhão e duzentos mil participantes, homens e mulheres, que se irmanam no ideal de lutar pela paz, de servir desinteressadamente e por um companheirismo solidário. Estava presente nessa reunião de posse a primeira mulher que foi recebida em um clube de Rotary, em Alagoas, a senhora Arlinda Fernandes, em 1990. E, naquele momento, pela vez primeira, assumia a missão de governadora a advogada Marly de Souza Aprígio, destacada nos trabalhos rotarianos e em sua trajetória social, política e administrativa. Em um dos destaques da noite, o vereador Galba Novaes, presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, fez expressiva saudação aos rotarianos que se empossavam e à governadora eleita. No Rotary Club Maceió Centro, o mais antigo de Alagoas, as mulheres se revezaram na presidência: as rotarianas Maria Nita Silva, Helga Melo e Enaura Quixabeira Rosa e Silva já cumpriram essa missão que agora será continuada pelo rotariano Robson Silva. Em uma obra recentemente publicada, intitulada Nascido para amar, o psicólogo italiano Pasquale Ionata avalia o contexto cultural em que vivemos, em que há uma prevalência do eu sobre o nós, provocando muitas dificuldades de viver realidades comunitárias. Sucesso profissional e destaque social são a tônica de muitas pessoas. Em sentido oposto, a entidade rotariana busca reunir todos aqueles que querem contribuir em ações comunitárias, para o bem-estar de grupos sociais carentes, apoio a obras educacionais, de saúde, de idosos, entre outras vertentes de atuação.. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.

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