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Cuidados ao crescer

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Apesar de ser mais lento que o desejável, as recorrentes quedas nos índices de desemprego no Brasil mostram que o País segue no caminho certo. Acelerar mais é preciso, mas a direção é esta mesma. Pelas contas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a queda registrada em junho (6,2%) levou a taxa de desemprego no menor patamar desde 2002, quando foram iniciados esses estudos. Informa ainda o IBGE que ?a massa salarial paga aos trabalhadores brasileiros manteve-se em nível recorde em junho, com R$ 35,6 bilhões, e o rendimento médio nacional subiu 0,5% em relação a maio?. Naturalmente, mesmo com esses percentuais relativamente pequeno, o aumento de dinheiro nos bolsos dos trabalhadores faz ressurgir o medo da inflação, pois é sabido que o brasileiro é pouco cuidadoso com sua poupança, e o afã consumista é uma tendência natural de quem vive no aperto. Todo avanço traz consigo algum temor de retrocesso. No caso da onda de inclusão social no Brasil o receio dos estudiosos é que esse crescimento da massa salarial venha a alimentar, além da conta, o processo inflacionário. E para quem já testemunhou a inflação como o dragão da maldade corroendo a economia da terra do sol, é preocupante qualquer ameaça de retorno desse transe para a nossa terra. Cuidados deverão ser adotados, inclusive (por que não) com campanhas para a valorização da poupança popular. Mas o mais importante é perceber o sentido positivo da inclusão social como parte integrante do processo contemporâneo de crescimento econômico no Brasil. Reduzir o desemprego e aumentar a massa salarial são ocorrências não acidentais, fazem parte do ascenso brasileiro. Cuidados são indispensáveis, mas não pode ser retardada a velocidade na retomada do desenvolvimento nacional com inclusão social.

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