Opinião
Gesto republicano
Reafirmando seus princípios republicanos a presidente Dilma Rousseff conferiu à Alagoas, governada por partidos opositores à sua gestão (PSDB e DEM), um prestígio de monta, honra conferida, até cerca de 10 anos, aos grandes aliados. Alagoas foi honrada com o lançamento de dois importantes programas federais em ato para o qual a Presidência da República trouxe para nosso Estado governadores de todo o Nordeste. Água para todos e Inclusão Produtiva Rural são dois programas federais de fôlego. Mas, certamente, precisam da parceria com os governos estaduais para prosperar e alcançar, quiçá superar, as metas estabelecidas. Neste sentido o governo alagoano está chamado a fazer a sua parte, a ir além do aplauso à presidente. Uma das bandeiras mais importantes para o desenvolvimento estadual foi abordada, em entrevista à Rádio Gazeta, pela presidente Dilma: a renegociação da dívida do Estado. As referências elogiosas dela ao esforço do governo de Alagoas deve ser entendida como mais uma porta aberta, mais uma oportunidade de insistir numa alteração das regras de um contrato que suga, mensalmente, um montante de dinheiro tamanho que compromete a massa de pagamentos do Estado e impossibilita a poupança de recursos para o investimento. ?O governo federal reconhece que a dívida de Alagoas é elevada, assim como reconhece que o Estado enfrenta grandes problemas sociais. A renegociação da dívida poderia minimizar estes problemas. O governador Teotonio Vilela tem procurado, sistematicamente, a União em busca desta renegociação. Nós entendemos a preocupação e tentaremos atender ao pleito, respeitando os limites da Lei?. Com essas declarações ponderadas, a presidente confirma sua intenção de auxiliar os alagoanos nesta peleja, desde que condições básicas sejam cumpridas. Prestígio Alagoas já confirmou ter junto ao Planalto, malgrado as diferenças partidárias. A missão agora é se superar nos deveres de casa para que possa se habilitar a uma renegociação justa dessa tremenda dívida.