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Opinião

Argumentos que despertam o Pa�s

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O País viveu intensamente a presença de renomados economistas. Eles conduziram os rumos da economia, influenciaram governos e comandaram medidas que nortearam a vida de milhões de brasileiros. Tudo em nome do equilíbrio das finanças, do valor da moeda, do crescimento e da promessa de felicidade à população. Um elenco de nomes que transcendeu o campo da economia. A cultura ampla, a dialética filosófica, a capacidade de convencimento e o carisma pessoal, indispensável ao triunfo das ideias. Os professores e ex-ministros Roberto de Oliveira Campos e Mario Henrique Simonsen foram os mais legendários. Um mundo de reflexões cerca suas obras e suas atuações. Marcaram decisivamente o seu tempo. Mesmo os opositores de seu pensamento reconheceram a grandeza de sua inteligência. Campos possuía o mérito de narrar os episódios da política brasileira. Adepto da economia de mercado, das privatizações e da intervenção mínima do Estado, defendia medidas modernizantes. Cultivava a ironia, tinha uma rebeldia liberal. Seu talento sempre foi maior do que as divergências que criou. Simonsen, apontado como um genial analista do pensamento econômico, participou da criação das grandes instituições financeiras do país. Trabalhador incansável, intelectual lúcido e inquieto, defendia a livre negociação salarial e achava que o governo tinha obrigação de revelar os verdadeiros dados da economia. Conquistou o respeito de seus contemporâneos. Agora, os economistas alagoanos, através de suas Entidades representativas, acabam de realizar, em Maceió, importante e vitorioso encontro, reunindo personalidades da economia e da universidade brasileira. Um amplo debate, dando ênfase ao desenvolvimento do Nordeste e os reflexos da gestão das políticas públicas. A questão regional reacende o tema das desigualdades, da distribuição de renda e da sonhada atuação dos organismos oficiais. A eterna desproporção entre a nossa população e os recursos federais recebidos. A nossa crucial dependência da ajuda financeira e incerta da União. Para se somar aos dados contundentes da realidade, a lembrança de que apenas 12% dos jovens brasileiros, entre 18 e 25 anos, estão no ensino superior. Em Alagoas, este triste indicador cai para 3%. Precisamos de vagas e espaços para soerguer a Educação e melhorar a visão crítica da população. (*) É advogado.

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