Opinião
Resultados do PAC 2
Divulgado anteontem, avaliação do governo federal sobre a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento aponta para resultados positivos. O balanço governamental indica que 76% das obras dessa etapa do PAC estão ?sendo executadas em ritmo adequado?, 12% ?precisam atenção? e 3% vegetam ?com execução considerada preocupante?. Apenas 9% das ações previstas estão listadas como devidamente concluídas até 30 de junho. Apesar de positiva, a análise deixa algumas questões sob suspense, como os 12% a cobrar atenção e a certa subjetividade da avaliação acerca do ?ritmo adequado?. Uma melhor descrição qualitativa ajudaria mais ao entendimento acerca das possibilidades de sucesso para obras estratégicas para o País, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cujas obras sofrem frequentes ataques reacionários onde são usados como escudos ?éticos? supostas bandeiras ecológicas e ?indígenas?. Apesar da conclusão da Usina de Belo Monte não estar agendada para antes de 2014, estando além, portanto, do período analisado, esse exemplo serve para esclarecer a necessidade de, dentre as porcentagens exibidas, serem avaliados os ritmos específicos das obras estratégicas. Se Belo Monte estiver incluída nos 76%, ótimo; mas se integrar a faixa dos mais preocupantes, o conjunto dos resultados do PAC estará comprometido, pois o peso deste tipo de obra é desproporcional. Para o período compreendido entre 2011 e 2014 o PAC 2 conta com uma previsão de R$ 955 bilhões em investimentos diretos em obras para as áreas de transporte, energia, mobilidade urbana e recursos hídricos. O futuro do Brasil muito depende do sucesso deste programa. Daí ser fundamental para a cidadania um detalhado acompanhamento do andamento dos trabalhos, passo a passo, especialmente sendo identificados os passos estratégicos.