Opinião
Energia sob tens�o
Apagões repentinos podem acontecer em quaisquer lugares. Nem as megalópolis do primeiro mundo (vide Nova York em 14 de agosto de 2003), estão livre disso. Anteontem Maceió e municípios próximos mergulharam no breu por quase uma hora em função de uma pane na subestação da Eletrobras localizada no bairro do Cima Bom. Explicações técnicas à parte, o fato é que não é de ontem que as principais cidades alagoanas padecem de problemas no fornecimento de eletricidade. Quedas de corrente, interrupções localizadas de fornecimento flagelam os consumidores. A capital alagoana é uma das áreas mais sofridas. Sofrimento cotidiano, alongado e interminável ? em prejuízo das atividades cotidianas. Essas precariedades em nosso sistema elétrico é um problema que antecede à assunção da Eletrobras no que antes era a Casal. Mas ao fim e ao cabo é a estatal em tela que as reclamações devem ser remetidas, inclusive quanto às próprias demandas irresolvidas desde períodos anteriores. Os reclamos alagoanos devem ser dirigidos, com vigor, em direção à Eletrobras. Não existe outro sentido a tomar. Acidental foi o apagão de anteontem. Cuidados devem ser tomados, preventivos, para evitar novas panes; assim como precisam ser tomadas medidas destinadas a preparem as equipes técnicas para resultados mais rápidos que o alcançado no recente blecaute. Incidentais, entretanto, são as panes localizadas, ou poderíamos chamar de ?apaquinhos? que deixam às escuras ruas, quadras, bairros ou áreas menores que um município por incontáveis vezes. Esses ?apaquinhos incidentais? são bem mais preocupantes que os apagões acidentais. Aqueles podem e devem ser evitados, corrigidos de forma efetivamente eficiente, sob pena de todo esforço pela retomada do desenvolvimento em Alagoas ser apagado.