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O mimo da presidente Dilma

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Na sua visita a Alagoas, a presidente Dilma nos deixou envaidecidos pelos rasgados elogios à terrinha, afirmando que Maceió é uma das cidades mais bonitas que já conheceu e que aqui esteve tempos atrás gozando férias. Encantou-se com a vastidão de beleza que a natureza tão generosamente nos privilegiou. Ouvir isso, e de maneira tão espontânea da primeira mandatária do País, nos deixou orgulhosos. Mas, o que a presidente talvez não saiba é que, infelizmente, todo o imenso paraíso que Deus nos presenteou recebe um tratamento impróprio entregue ao descaso, sem os cuidados que deveriam ter com o nosso patrimônio que são as praias, lagoas, rios e a imensa riqueza cultural. Exemplo desse abandono é a Praia do Francês, famosa além fronteiras, o mundo inteiro em algum momento já ouviu falar das maravilhas daquele lugar. Mas, o ambiente vai ficando cada vez mais intolerante. Barraqueiros desqualificados vindos ?sabem-se lá de onde?, aventureiros folgados e cheios de direito oferecem o que existe de pior em comidas cozidas ou requentadas sem o mínimo critério de higiene, acrescentando aí um ingrediente nada civilizado: atendimento de péssima qualidade. Para completar a desorganização, que bem caracteriza a ausência do poder público, é a falta de investimento em infraestrutura básica. A outrora areia branquinha do Francês foi invadida por vendedores que comercializam todo tipo de bugiganga desde redes, bijuterias, óleos, frituras de toda espécie até pomadas milagrosas! Impossível o turista relaxar na praia, pelo contrário, corre o risco de ser pisoteado em face da guerra dos ambulantes. Outro dia ouvindo uma entrevista numa rádio local, turistas goianos questionavam justamente essa bagunça, ?... a praia é belíssima, mais a gente não tem paz?, afirmara a senhora entrevistada. A Praia do Gunga também é um vale-tudo ? come-se, bebe e outras coisas mais, enquanto os restos são atirados ao mar; motores de embarcações poluem; e pensar que na Barra de São Miguel está o PIB de Alagoas com todas as suas notáveis excelências. Absolutamente quase nada se faz para agregar valores de crescimento econômico e social, como fizeram os potiguares, pernambucanos e baianos. Seus balneários se transformaram em geradores de emprego e renda para a população nativa principalmente, dotados de resorts, hotéis e pousadas, albergues da juventude, gastronomia de dar água na boca. Para lembrar citamos Pipa, Porto de Galinhas e Praia do Forte, polos turísticos disputados na região Nordeste. Nada acontece por acaso. É preciso vontade política, planejamento, visão inteligente que estimule a atividade humana a se desenvolver com dignidade. Aí então, os grandes investimentos privados mudarão o cenário de sonhos para realidade concreta. E quem sabe, recebamos outros mimos da presidente dizendo, enfim, Alagoas não é só beleza, a faxina também passou por aqui. (*) É publicitário.

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