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Dia dos av�s

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Os conceituados Médicos e articulistas apreciados, Milton Hênio e Miriam Canuto, escreveram emocionados, nesta Gazeta de grande tiragem, sobre a importância dos avós, notadamente em relação aos netinhos queridos. Vivenciando semelhante experiência, quero associar-me em gênero, número e grau às manifestações oportuníssimas dos caríssimos confrades. Com efeito, quando se comemora o Dia das Mães, com plena justiça, tem-se uma saraivada de anúncios e propagandas em todos os níveis, com bastante antecipação, pois o comércio busca, como é natural, faturar uma boa grana com a venda de seus produtos. Contudo, não fosse a feliz lembrança desses profissionais respeitados, praticamente passaria desapercebida uma data de tal magnitude! Não deslembrar que se existem mães e pais, é porque, antes, a figura dos avós já se sobrepunha, fazendo-os assomar à vida. Os netos, quando não encontram aquele apoio incondicional em seus genitores, buscam na sombra da frondosa árvore de seus avós, o necessário abrigo para satisfação de seus desejos, nem sempre atendidos pelos Pais. Às vezes não se limita essa esperança à falta de recursos, mas a recusa natural para colocar freio em determinadas pretensões dos filhos que, aos seus olhos, parecem absurdas, sem sentido. Como já se proclamou, os pais educam e os avós deseducam. Não é bem assim, embora a expressão corriqueira contenha uma regular dose de verdade. Historicamente, como bem o disse a ilustre Médica Miriam Canuto, a data teve início em homenagem aos avós de Jesus Cristo, de São Joaquim e Santa Ana, portanto abençoada e protegida. Logo, em se observando o comportamento dos avós, tem-se, desde já, uma compreensível justificativa: são bons, cuidadosos, dedicados, afetivos, prestativos, carinhosos, etc., e não admitem, sequer, castigos , porque, para nós, Avós, a figura do Neto é intocável. Somos Pais duas vezes e, dos nossos corações, brotam, sentimentos insuperáveis, inigualáveis. Seria interessante que a juventude, netos de inúmeros avós, refletissem neste dia e no futuro, acerca dos conselhos e proteção que recebem, fugindo das más companhias, das bebidas, das drogas que somente conduzem a um final imprevisível, infeliz e, sobretudo, devem imaginar como ficarão essas criaturas que lhes desejam diuturnamente extremo amor e felicidade! O mundo também oferece abrigo aos perversos, aos cruéis. Alguns colegas, decerto com desvios de condutas, não querem suportar sozinhos, lamentavelmente, o pesado fardo e, talvez inconscientemente, ou até, n?alguns casos, por maldade, movidos por instintos arraigados, pretendem aumentar o rol dos condenados ao ostracismo, ao desespero e à morte. Fica aqui a advertência e o conselho dos ?avós corujas? (inclua-se a Avó Sônia) que, graças a Deus e Nossa Senhora, convivem com Netinhos que seguem o caminho do bem, sendo oportuno citá-los, pela ordem, como homenagem justa e verdadeira: Igor; Victor; Felipe; Caroline; Túlio; Gabriella; Luiza; Soninha e Rafael. (*) É membro da Associação Alagoana de Imprensa.

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