Opinião
Cad� nosso estaleiro?
Vimos, com a maior expectativa, aguardando o desenlace da autorização para que o Estaleiro Eisa se instale em nosso Estado. Como os órgãos de divulgação têm anunciado, a previsão de investimento é em torno de um bilhão e meio de dólares. Porém, até o presente momento, ainda não foi dado o aval para a concretização desse projeto. Sinceramente, ainda não me convenci dos argumentos que foram apresentados para a não materialização de tão importante empreendimento. Primeiro, falou-se que ia haver favelização da cidade de Coruripe e, para completar, a agressão à biodiversidade. Como é que se pode pensar em tamanho absurdo, uma vez que as obras ainda não começaram? Verdade é que uma empresa que vai implantar uma obra dessa magnitude sabe os caminhos para reverter algum tipo de agressão ao meio-ambiente. É portanto, urgente, que se decida pela sua implantação, pois haverá necessidade de recrutamento de muita mão de obra necessária ao seu funcionamento. Faltará mão de obra especializada que nós ainda não temos. Tomemos como parâmetro o Estado de Pernambuco. Será que lá não houve alguma agressão à biodiversidade? Acreditamos que sim, mas nem por isso o projeto deixou de ser implantado. Recentemene, a Folha de São Paulo publicou um edital do referido estaleiro, convocando gente de todo o Brasil para variadas funções, incluindo as de nível superior, como, por exemplo, engenheiro, uma vez que ainda há carência no Nordeste. Gostaria de salientar algumas coisas. Essa obra é de fundamental importância para o nosso Estado, pelas razões que seguem: vai gerar de l2 a l5 mil empregos diretos e indiretos. Com isso, vai circular mais dinheiro na economia alagoana, devido à implantação de empresas de pequeno e médio porte que darão suporte à indústria. Como consequência, haverá mais consumo, o que aumentará a arrecadação de impostos de que o Estado depende para fazer investimentos, na educação, saúde e turismo. Estamos felizes porque os nossos representantes dos demais segmentos políticos estão se dando as mãos com vistas ao apoio à relevante obra. E o que falta, então? Vamos remover os entulhos que por ventura existam. Sabemos dos esforços que o Governo do Estado está empreendendo. Vamos nos unir, governo e sociedade organizada, para que não fiquemos nesse sonho. Partamos, sim, para a sua concretização. Sem dúvida nenhuma, a vitória será da coletividade! (*) É médico e Prof. Emérito da Uncisal.