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Rio+20

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Prosperam os encaminhamentos da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente que, mais uma vez, terá o Brasil como sede do fórum mais amplo e representativo sobre a sustentabilidade. Em 1992, de 3 a 14 de junho, o Rio de Janeiro, reinvestido da condição de Capital da República, recebeu a delegação mais extensa e expressiva de chefes de Estado até então reunida para discutir o meio ambiente. Em termos de aprofundamento das discussões e quilate das deliberações, segue insuperável até hoje. Nessas duas décadas muito se aprofundaram as polêmicas sobre o meio ambiente, assim como as divergências e impasses foram se cristalizando de forma temerária, como no caso da objeção prática ao disposto no Protocolo de Quioto. Desde sua elaboração, em 1997, esse pacto, que deveria ser uma evolução dos acordos alinhavados durante a Rio 92, desandou. Sua ratificação simbólica só se realizou dois anos depois em 1999, mas sua validação formal (com a adesão de países responsáveis pela emissão de 55% das emissões poluentes no mundo) deu-se apenas em 2004, quando a Rússia chancelou o documento. Ainda assim a ausência dos Estados Unidos compromete a eficácia do pretendido. O mundo precisa rediscutir sobre bases efetivamente contemporâneas as novas realidades e perspectivas para a prática do conceito do Desenvolvimento Sustentável ? cujos parâmetros foram definidos, com pioneirismo e visão de futuro, durante a Rio 92. No centro das atenções em função da retomada do desenvolvimento nacional, e por sediar uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, o Brasil tem amplas condições de repetir (quiçá ampliar) os bons resultados da Rio 92. Vinte anos depois, novamente no Rio, os líderes mundiais poderão reafirmar que o mundo amadureceu durante este tempo. Oxalá.

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