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Todo grande projeto industrial, em escala internacional, não tem como ser uma ilha invulnerável nos mares globais. Ondas mundiais, sejam marolas ou tsunamis, alcançam e influem decisivamente em toda planta dessa dimensão. Este é o caso das estratégias da Braskem, seja em Alagoas ou em quaisquer locais do Brasil ou do mundo. As correntes dos oceanos econômicos globalizados definem o que fazer, como fazer e quanto e como investir. Infelizmente, os percalços mundiais, cujos tremores tem epicentros simultâneos nos Estados Unidos e na zona do Euro, influirão fortemente nos planos de investimentos em Alagoas. Para nosso Estado é muito importante a perspectiva de investimentos da ordem de R$ 1,6 bilhão de reais para a nova planta da Braskem a ser situada no Polo de Marechal Deodoro. Para garantir a materialização desse planejamento será necessário algo mais que torcer para mudanças menos radicais e danosas na economia mundial. Para mais ou para menos, os mercados globais abalar-se-ão no porvir. A questão, diante deste cenário inevitável, é a seguinte: o que o Estado poderá fazer, a mais, para incentivar esse empreendimento? Como vaticinou o notável economista Milton Friedman, ?não existe almoço grátis? (?There is no such a thing as a free lunch?). Também nas políticas voltadas para o desenvolvimento existe um preço a pagar para o sucesso pretendido. Esta máxima vale também para Alagoas, mesmo que a ignorância e preconceitos de alguns considere um pecado, ou mesmo um crime, ousar nos incentivos como forma de atração empresarial. Se a crise global for em proporções superiores ao razoável, não há o que fazer. Perderemos. Mas em caso contrário, em havendo condições de competir, Alagoas deve estar disposta a ousar para preservar a viabilidade de seus projetos mais expressivos.

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