Opinião
Realidade e rankings
Embora a realidade da insegurança pública continue trágica em Alagoas, é fato que, apesar das estatísticas teimarem em apontar nosso Estado como o pior do Brasil, situações dramáticas como a vivida pelo Rio de Janeiro insistem em demonstrar que essas contas, mesmo que estejam certas, estão longe de traduzirem o que de fato se passa no resto do Brasil. Não é de hoje que a insegurança pública é um problema nacional. Alagoas, sem dúvida, está entre os endereços mais sofridos. Mas a realidade carioca segue sendo a que mais chama a atenção de todos, contrariando a quem gostaria de imaginar que o descalabro da violência seria uma marca típica de Maceió e/ou de outras localidades do Nordeste ou do Norte. Muitos gostariam de varrer para baixo do tapete as sujidades que infelicitam os cariocas. Afinal, o Rio de Janeiro continua sendo a porta de entrada do Brasil e o nosso principal cartão postal. A Cidade Maravilhosa será a sede da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e seria maravilhoso, extraordinário mesmo, se a tranquilidade apascentada nas estatísticas oficiais se refletisse diretamente na vida real. Apesar de apresentarem variações em seus balanços os índices oficiais e oficiosos insistem em afastar as três metrópoles brasileiras (São Paulo, Rio e Belo Horizonte) das listagens onde figuram as 20 ou 30 cidades mais violentas do Brasil. Das 10 mais, então, nem pensar em incluir esse trio. Pelo menos no caso carioca nem a mídia mais camarada consegue manter as manchetes menos sanguinolentas. Oxalá as capitais paulista e mineira, de fato, estejam verdadeiramente afastadas dos reais índices (preocupantes) de crimes cometidos. Alagoas, efetivamente, não está bem. O Rio, aparentemente, está pior. Mas, mais importante do que discutir rankings mortais, o fundamental é combater o crime com forças redobradas. É o que precisamos por aqui.