Opinião
De gr�o em gr�o
Anteontem a polícia anunciou a prisão de mais um grupo acusado de traficar drogas. Com essas pessoas foi apreendida uma razoável quantidade de drogas, armas, munições, dinheiro, telefones celulares e equipamentos usados na pesagem de entorpecentes. A droga apreendida, cerca de 12 quilos de crack e três quilos de maconha, tem valor estimado em aproximadamente R$ 200 mil. Cinco pessoas foram presas e duas conseguiram fugir. Um resultado digno de registro, merecedor de aplausos, apesar dos números não serem tão expressivos assim, em função da extensão e do peso do tráfico na Capital alagoana. Mas o importante é persistir neste caminho, identificando os centros de distribuição e os desmantelando, prendendo suspeitos e apreendendo drogas, armas e equipamentos. Não há como se combater o tráfico sem que os centros nevrálgicos sejam desmantelados. E dois são os pontos vitais para os traficantes: a fabricação e a distribuição das drogas. Depois que os entorpecentes chegam ao varejo, pouco se pode fazer. De quase nada adianta atuar na ponta do tráfico, pois ?aviões? e viciados não fazem falta ao mundo da droga. O essencial é atuar contra a produção e o grosso da distribuição. Isto sim provoca danos às redes de traficantes. Cada laboratório destruído, cada carregamento apreendido, cada centro desmantelado representa um grande prejuízo para a traficância. Apesar de não serem números tão expressivos assim, os 12 quilos de crack, três quilos de maconha e demais apreensões registradas nesta quinta-feira representam um baque real para os traficantes alagoanos. Aplausos para a polícia. Que esses resultados estimulem a continuidade desse processo onde a inteligência é, inegavelmente, a principal arma utilizada.