Opinião
Experi�ncia a copiar
Quando de sua histórica vitória na guerra contra a febre amarela, em 1904, o médico Sanitarista Oswaldo Cruz baseou-se nas pesquisas realizadas pelo médico cubano Carlos Juan Finlay, que apresentou, em 1881, um trabalho intitulado ?O mosquito hipoteticamente considerado como agente transmissor da febre amarela?. Em verdade, coube ao cientista brasileiro o mérito de ter, pioneiramente, aplicado as teses de Finlay, com sucesso, sobre uma grande população. No caso, os moradores do Rio de Janeiro foram os beneficiados pela coragem cívica e saber médico do grande brasileiro Oswaldo Cruz. Devem igualmente ser reconhecidas e aplaudidas a firmeza política do então presidente da República, Rodrigues Alves, e do prefeito da então Capital Federal, Pereira Passos. De uma tacada, ou melhor, de uma lancetada só, a população carioca viu-se livre da febre amarela e da varíola. A primeira moléstia, transmitida pelo mosquito aedes aegypti foi combatida especialmente pelo saneamento da Cidade Maravilhosa. Já a segunda foi derrotada especificamente pela imunização via lanceta. A vitória histórica, registrada em 1904, precisa ser repetida contra a dengue, mais um subproduto da picada do aedes aegypti. E, novamente, as experiências internacionais precisam ser observadas com atenção pelas autoridades sanitárias brasileiras. Uma notícia que precisa atenção nos vem da Austrália. Segundo a mídia internacional, ?cientistas australianos dizem ter testado com sucesso uma maneira eficiente e barata de impedir a transmissão do vírus da dengue, que mata mais de 12 mil e afeta mais de 50 milhões de pessoas por ano ao redor do mundo?. A fonte dessa boa nova é a prestigiada publicação científica Nature. Todo bom exemplo deve ser perseguido na luta pela saúde. A lição do grande Oswaldo Cruz não pode ser esquecida.