Opinião
Li��o a aprender
Como não poderia deixar de ser, a morte do servidor baleado na Escola Rosalvo Lôbo causou forte impacto. E, como seria de se esperar, esse desfecho trágico reacendeu o debate sobre a insegurança pública e, muí particularmente, turbina reclamações acerca da vulnerabilidade das escolas alagoanas. Verdade é que o incidente na Rosalvo Lôbo não teve, como motivação, qualquer coisa a ver com aquele estabelecimento escolar. Mas é igualmente verdadeiro que o autor do crime adentrou à escola, de arma em punho, por entender que ali não lhe seria interposta resistência à altura. E, de fato, assim aconteceu. Em perseguição a um desafeto o acusado invadiu o estabelecimento escolar e não hesitou em atirar, inteiramente despreocupado com o resultado de seus atos. Duas pessoas inocentes foram feridas no ato e, dias depois, sobreveio um óbito. Outros tantos incidentes, felizmente com desfechos menos trágicos, mas igualmente violentos, têm marcado o sistema público de educação. Escolas são arrombadas frequentemente e delas são roubados equipamentos, mantimentos e tudo que possa ter algum valor. Nas cercanias dessas unidades de ensino instalam-se pontos de venda de drogas e assaltantes perambulam esperando vítimas fáceis. É certo que nem sempre se mata, mas o incidente sangrento da Escola Rosalvo Lôbo deve servir de alerta. O conceito que, há anos, inspirou a criação do Batalhão Escolar, precisa ser reavivado. Faz-se indispensável política pública específica para ampliar a segurança nas escolas e em suas proximidades, posto serem os jovens alvos preferenciais de toda uma série de quadrilhas, especialmente as dedicadas ao tráfico e a assaltos. Não são apenas os tetos desabantes que ameaçam os estudantes. A fragilidade das instituições educacionais frente a um número cada vez maior de bandidos é uma grande preocupação.