Opinião
Greve na Ufal
Sobre a recente greve na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), mais que ?acumular? greves como bem reporta Felipe Farias em seu ? ?Ufal acumula mais de 15 greves: Universidade tem histórico de paralisações frequentes nos últimos 30 anos; professores puxam parte das estatísticas? ? acumula também dejetos sob as mais variadas formas, mas com títulos de doutor. De um modo geral, as reivindicações nunca são por aumento salarial e sim para melhorias materiais e político-institucionais, no entanto, se o aumento salarial não passar, a greve continua, sempre. A questão que necessita de resposta é o porquê da imobilização de grande parte das pessoas que fazem, a duras penas, a Ufal funcionar e, logicamente, a decisão apertada, quase empatada, das poucas pessoas que decidiram paralisá-la. Mais, essas poucas pessoas que decidiram pela paralisação ou greve sequer incluem esta questão nas atividades da greve e o blog que (cor)responde não permite acesso algum, muito menos para esta questão. Ao contrário, querem que discutamos o fato de que ?nossos antigos companheiros (Lula / Dilma /...) viraram o ?patrão?. Hoje o próprio conceito de greve é outro? e assim ficam lustrando o ego dum e doutro (sempre da mesma panelinha) com discursos inflamados e avermelhados, como quem tem o poder de revolucionar não o mundo, mas o universo. Ora bolas! Que conversa mole! Esses poucos têm mais é que voltar ao trabalho e contribuir para a formação de profissionais opostos a si mesmos. Mesmo porque, a boa (tendendo para ótima) formação profissional é suficiente para que os estudantes de hoje possam produzir a riqueza de amanhã e, desse modo, sustentar esse poucos que só fazem colecionar e ostentar títulos e mais títulos, no entanto, não sabem que tanto o Lula como a Dilma foram democraticamente eleitos para governar para o povo, e não para atender os interesses confusos e preconceituosos de uma minoria incapacitada para compreender a própria situação. Evacuado da Ufal como dejeto por esses mesmos dejetos que ?lutam? para paralisá-la, peço, gentilmente, que voltem ao trabalho para que possamos debater questões, inclusive as que pensam que ensinam as respostas, mas que, na verdade, fogem da sala de aula por medo de enfrentar estudantes que levantam estas e outras questões que chocam as cabeças desses poucos. É bom lembrar que essas cabeças só servem para separar um par de orelhas, segurar bela cabeleira, barba e o boné com a estrela do Tchê com os dizeres ? no pasarán ? nas provas que elaboram (isso quando conseguem elaborar!). Ao trabalho já! (*) É professor de Economia FEAC/Ufal.