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Deseduca��o p�blica

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Não mentem os números: a escola pública segue seu debacle em todo o Brasil. Dos 100 estabelecimentos escolares classificados como os melhores em nível nacional, apenas 13 dos listados pertencem à rede publica de ensino. Destaque-se que dentre essas 13 unidades do sistema público de ensino melhores situados no ranking nacional, nenhum pertence às redes estaduais ou municipais. São todas 13 instituições federais, técnicas e/ou militares. Em Alagoas a situação da rede pública ainda consegue ser pior, caindo dos 13% na tabela nacional para 10% na listagem das melhores do Estado. Dentre os 10 primeiros postos, apenas o Ifal Maceió logra espaço na lista. Vamos torcer para que numa detalhada contabilidade da centena mais qualificada essa percentagem possa ser menos desfavorável, quiçá superando a média nacional. Mas, pelos dados até agora disponíveis, a realidade alagoana é ainda mais dramática. Mais ou menos, acima ou abaixo da média nacional, é certo que a realidade do ensino público brasileiro, mui especialmente em seus níveis estaduais e municipais, está em petição de miséria. O mais preocupante é saber que nesses níveis, administrados pelas redes estaduais e municipais, está o grosso da educação de base ofertada à maioria da população. A primeira leitura advinda desses números, tão irretocáveis quanto implacáveis, é que está comprometido o futuro imediato do Brasil enquanto Nação em processo de desenvolvimento. Não é possível desenvolvimento sustentado num País onde a maioria de sua população não disponha de um mínimo de educação capaz de credenciar a juventude à disputa de espaços no mercado de trabalho. E a maioria de nossos jovens que frequenta a escola pública, está inserida na banda débil (podre?) do ensino nacional. Nosso futuro está sob risco. Precisamos reverter esse quadro.

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