Opinião
Uma inser��o cara
Acessibilidade aos serviços midiáticos contemporâneos é sinônimo de desenvolvimento e inserção social. Internet e celular, com suas incontáveis aplicações, figuram como as referências para esse processo de democracia interativa. Aparece bem o Brasil nesse cenário, com um número crescente de cidadãos incorporando-se às blogosferas e demais redes. Mas o preço pago para embarcar nessa nau cibernética é mais caro para os brasileiros que para outras populações em situação assemelhada à nossa. No restrito e invejável universo Bric, o Brasil é o país onde mais caro se cobra pelos serviços de internet e celular. Rússia, Índia e China cobram menos a seus cidadãos pela inserção digital. A conta dos brasileiros é mais salgada que a apresentada aos habitantes da Argentina, Uruguai e Chile. Em termos numéricos, pesquisa divulgada pela agência da ONU para questões de comunicação e tecnologia, a UIT (União Internacional de Telecomunicações), dá conta de que o brasileiro gasta, ?em média, 4,8% de sua renda no pagamento de serviços de comunicação? contra 1,1% pago pelos russos, 3,1% dispendidos pelos chineses e 4,1% desembolsados pelos indianos. O relatório indica, ainda, que a telefonia fixa está em declínio no mundo, enquanto ?o mercado de telefonia móvel se encontra em saturação nos países desenvolvidos, atingindo quase 100% da população; mas a demanda por aparelhos com banda larga está aquecida. Entre 2009 e 2010, o crescimento foi de 160%?. De acordo com o UIT, ?o mundo conta hoje com mais de dois bilhões de usuários de internet. Os países desenvolvidos lideram o crescimento (14% entre 2009 e 2010), mas a maior parte dos novos usuários vem das grandes potências emergentes, como Brasil, China, Índia, Rússia (...)?. Estamos ligados, antenados com as principais tendências, mas pagamos mais caro que nossos companheiros de viagem.