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Opinião

A literatura e a viol�ncia

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Quem é o melhor: Dashiel Hammet ou Raymond Chandler? Agatha Cristhie tem valor? Simenon com o inspetor Maigret: não está entre o que existe de melhor no romance policial?Inclusive pelo que aborda da natureza humana?O romance policial é um gênero subestimado?Estas entre outras foram algumas das questões surgidas em uma mesa-redonda da última Flimar (Festa Literária de Marechal Deodoro), encerrada no fim de semana passado. Na plateia desta mesa, o imortal alagoano Lêdo Ivo, inconformado pela opção de um dos palestrantes por Chandler em detrimento de Hammet, questionou-o se ele não se sensibilizava com a obra O Falcão Maltez,transformada também em cultuado filme com Humprey Bogart. Dentre outras mesas-redondas que o pouco tempo me propiciou acompanhar, destaco a Crônica em Jornal e Interface com a Mídia. Dela participaram o pequeno em tamanho, mas gigante em qualidade literária e sensibilidade, Ignácio de Loyola Brandão, e o fisicamente volumoso Luis Berto, que de início já saudou Loyola de forma pouco polida e cordial, alertando-o ser mais novo 10 anos, o que me soou uma descortesia desnecessária. O pouco que pude participar da Flimar, achei-a excelente; tanto em programação e conteúdo como na qualidade da maioria dos convidados. Conversando com Lêdo Ivo e Douglas Apratto no café da manhã, consensuamos como a Flimar pode ser ? se devidamente apoiada pelas autoridades estaduais ? um valoroso evento para trazer dividendos não só intelectuais como financeiros para o turismo de Alagoas. Paralelamente, à noite em Maceió, realizou-se um evento voltado para as lutas marciais que levou mais de 8.000 aficionados a um ginásio de esportes. Não há como comparar o público dos eventos: o de violência foi divulgado à exaustão, e aqui, como em outros lugares, as pessoas estão muito mais interessadas em violência do que em livros e em literatura. Mais uma grande e insofismável razão para Carlito Lima ter todo o apoio que precisa para a cada ano melhorar ainda mais a Flimar. E, por falar em violência, o bárbaro crime do médico Luis Ferreira, como em alguns romances policiais, foi desvendado rapidamente; o que sugere que outros ainda indevassados também o poderiam. E por falar em violência: que história é essa do combativo jornalista Ricardo Mota estar sendo ameaçado de morte? Ricardo é um dos mais bravos e valorosos membros da imprensa local, além de reconhecido bom caráter. Qualquer ameaça que possa estar sofrendo também é uma ameaça a todo homem de bem de Alagoas. É preciso solucionar isso rapidamente e sem maiores danos para Mota. (*) É médico.

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