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Clemilda: �cone do aut�ntico forr�

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Alagoana do município de São José da Laje, Clemilda Ferreira da Silva nasceu no dia 1º de setembro de 1936. Ainda criança, logo se mudou com a família para Palmeira dos Índios. Sempre em busca do melhor, não demorou muito tempo para tentar uma vida nova no Rio de Janeiro, assim como milhares de alagoanos e nordestinos que almejam a oportunidade de voltar estruturado à terra natal para sustentar sua família. Clemilda não deixou Alagoas para ser artista. Primeiramente, trabalhou como garçonete e, por ironia do destino, ao largar da labuta diária, como morava na periferia e o transporte só saía bem depois de encerrar suas atividades profissionais, ia para a Rádio Marink Veiga assistir ao Programa Crepúsculo Sertanejo. Um belo dia, o apresentador ao vê-la sempre presente no seu programa lhe perguntou se tinha coragem de cantar uma música. De pronto aceitou o desafio e nunca mais parou de cantar para nossa felicidade. Clemida conhece Gerson Filho que passou a fazer suas refeições no restaurante em que trabalhava. Nesse ínterim, convidou-o para participar de suas apresentações no programa de outro alagoano que estaria fazendo 100 anos de existência se estivesse vivo, o nosso querido Paulo Gracindo, na Rádio Nacional e, finalmente, no ano de 1965 grava três faixas no LP É Pra Valer do já afamado Rei dos Oito Baixos Gerson Argolo Filho, penedense e precursor da sanfona de Oito Baixos no Brasil, bem como do forró como gênero musical e da quadrilha. Cantora, compositora e figura humana belíssima que cantou e continua cantando as nossas raízes culturais; Clemilda cantou e continua cantando o Folclore Alagoano como Guerreiro, o Coco, os Benditos, o Pastoril e a Chegança e, principalmente, as coisas do sertão em composições suas ou de parceiros alagoanos como Juvenal Lopes (Meu Guerreiro, a Feira do Passarinho), Isnaldo Santos (Aprendi a Xaxá, diversas vaquejadas), ou outros compositores nordestinos como Alcino Alves em Seca Desalmada J. Luna e Gerson Filho como Terra Vermelha, Fazenda Taquari. Ninguém pode falar no forró pé de serra sem se referir à contribuição de Clemilda e de seu esposo Gerson Filho na história da Música Popular Nordestina. Clemilda iniciou sua carreira solo em 1967 com o disco Gerson Filho Apresenta Clemilda na Gravadora RCA Vitor e em 1970 se transferiu para Gravadora Continental. Em 1969 mudou-se do Rio de Janeiro para Aracaju e até hoje recebe o carinho e o apoio dos sergipanos que a têm como uma lenda viva ea tratam como Rainha do Forró, e todos os anos é a responsável pela abertura das festas juninas naquele Estado. Parabéns, Clemilda, pelos seus 75 anos de serviço a nossa cultura. Espero que nossos gestores, a exemplo do site www.forroalagoano do sr. José Lessa, reconheçam que os artistas alagoanos têm feito pela divulgação do nosso Estado e sejam tratados como patrimônio de Alagoas. (*) É deputado estadual.

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