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Opinião

Uma mulher de grande valor

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Cacilda Damasceno Freitas, piranhense apaixonada, nasceu em 23 de fevereiro de 1932. Filha de Waldemar Damasceno Santos e Anausia Damasceno Silva. É a primogênita de uma prole de seis filhas, são suas irmãs: Valdete, Valdeci, Valdice, Vanete e Vanda. Todas elas sempre viveram em torno da irmã Cacilda, chamada carinhosamente de Tatai, amada e respeitada, tornou-se muito cedo a líder da família. Inteligência privilegiada, altiva, dinâmica, trabalhadora e dotada de um espírito público marcante ? Cacilda ? por seus méritos pessoais se destacou como Tabeliã e Escrivã, transformando-se em modelo e exemplo para todo o estado de Alagoas. Casou-se em 28 de fevereiro de 1956, com Rosalvo Machado Freitas, sergipano, natural de Porto da Folha, que trabalhava em Canindé do São Francisco, Sergipe, como Exator Estadual, equivale ao de Fiscal de Renda. Desta união feliz nasceram três filhos: Inácio Loyola, Washington Luiz e Wellington. Esposa dedicada, mãe extremosa, amorosa e austera. É tida por todos como a responsável pelo sucesso dos seus filhos. Realizou-se plenamente com o crescimento dos rebentos, acompanhados passo a passo por ela, que tantas alegrias viveu, através das suas vitórias e conquistas. Ensinou lições jamais esquecidas, lançou idéias, amou demais, tocou seu bandolim na adolescência e cantou, cantou, cantou e encantou pela vida a fora, com a graça de uma bela voz com as cordas do seu coração e a força eficaz de uma personalidade forte. Era apaixonada pela música, pelo teatro e pelas artes em geral. Foi cantora do coro da igreja, as missas cantadas por ela tinham uma alegria inusitada, indescritível e deixam uma saudade que chega a doer nos corações dos fiéis da igreja de Nossa Senhora da Saúde. Gostava de receber visitas que transformava em longos papos agradáveis ou em serestas prolongadas que viravam a noite. Em todos os eventos a sua presença jamais passaria despercebida, participativa e alegre, dotada de um humor contagiante, tudo bem natural e espontâneo, jamais fez uso de qualquer bebida alcoólica. Frequentadora assídua dos bailes e festas (sociais, religiosas ou públicas), sua presença animada e divertida, sempre ao lado do seu amado esposo, era presença registrada em todos os eventos de Piranhas e cidades circunvizinhas. Cacilda Damasceno Freitas, mulher de fibra, carismática, estudiosa e autodidata, eternizada pelas suas realizações, representa o que há de melhor para o engrandecimento dos que fazem a memória da cultura piranhense. Faleceu em 07 de setembro de 2011 e deixa uma saudade imorredoura nos seus eternos admiradores. (*) É médica e escritora.

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