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Opinião

Hil�rio e decepcionante!

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Sentada em frente ao portão número treze, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto aguardava a aeronave que me traria a Maceió, lia o jornal O Globo de vinte e três de setembro. Na capa, via uma manchete hilária: ?Deboche na Câmara?, onde se registrava: ?Em pouco mais de três minutos e só com um deputado em plenário, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara) aprovou ontem, cento e dezoito projetos?. De acordo com o regimento da Câmara, o quórum na CCJ é de trinta e seis deputados, porém, todos assinaram e foram embora. ?Os dois deputados presentes, um presidindo e um no plenário, ainda debocharam da situação?, diz o texto. O deputado Luiz Couto do PT da Paraíba, o único presente, foi chamado às pressas, para ter pelo menos um parlamentar no plenário. Quem presidiu a sessão foi o terceiro vice-presidente dep. César Colnago do PSDB do Espírito Santo: ?Havendo número regimental declaro aberta a reunião?. De acordo com o jornalista Evandro Éboli, que gravou a sessão pelo celular: ?Esse quórum existia, mas todos assinaram e foram embora como ocorre às quintas-feiras?. E continua: ?a cada rodada de votação Conalgo consulta o plenário como se estivesse lotado: Os deputados que forem pela aprovação, permaneçam como se encontram?. Posteriormente, colocou um projeto em discussão e proferiu: ?Não havendo quem queira discutir em votação, aprovado!? Declarada encerrada a sessão, de três minutos e onze segundos, foram aprovados cento e dezoito projetos! Couto, que é padre comentou com Conalgo que revelou ter sido coroinha na infância: ?Um coroinha com um padre, poderia dar o quê?? e continuou: ?Depois dizem que a oposição não ajuda! Fatos como esses depõem contra nossas Instituições Políticas, já tão polêmicas e desacreditadas. Será que desses cento e dezoito projetos, algum favorecia a Saúde ou a Educação? Fiquei imaginando... Quantos leitos hospitalares devemos ter em proporção ao número de habitantes? Não ouço divulgação desses dados. Também não vejo projetos prioritários para aumentá-los. Enquanto isso, foi solicitado o aumento do número de vereadores. Podemos até contar com mais representantes na Câmara. Todavia, quantos leitos hospitalares foram solicitados emergencialmente? Quantas vagas escolares devem ter relativas à nossa população? O que é mais importante para os cidadãos? Eu diria imprescindível! No próximo ano, teremos eleições Municipais. Analisemos com mais rigor o perfil de nossos representantes, para que não se repitam atos ou sessões hilárias e decepcionantes! (*) É médica e empresária de turismo.

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