Opinião
Trombas-d�gua
Não é de hoje que as intempéries castigam Maceió. O termo tromba-d?água não apareceu pela vez primeira, ontem, na imprensa alagoana. Antecedentes desse fenômeno aconteceram nas décadas passadas e melhor seria o detalhado estudo desse fenômeno. A chamada tromba-d?água é um fenômeno tropical para o qual a melhor defesa seja o planejamento urbano, onde a ocupação das orlas, encostas e outras áreas que possam ser afetadas possam ser alvo de políticas preventivas. O investimento na prevenção pressupõe consciência coletiva, pois o correto é torcer para que nunca sejam postos à prova. Muita gente pode até reclamar, alegando que tais cuidados foram tomados mas nunca se fizeram necessários. Melhor assim. E, convenhamos, a ocupação das orlas de Alagoas, sejam de água salgada, salobra ou doce, padece de uma crônica falta de cuidados. E muito são os prejuízos advindos dessa prática. Na maioria dos casos, a Natureza tem sofrido com a destruição de mangues e obstrução de canais naturais. E, nalguns momentos, como se desse um troco à tanta agressão, o meio-ambiente responde reocupando parte de seus espaços vilipendiados. Não é este o caso da tromba-d?água. As construções invasoras estão aqui citadas apenas como exemplo da desatenção para com a Natureza, para lembrar que, em quaisquer situações, o correto é a detalhada observação dos fenômenos naturais com o fito de serem procedidas ações defensivas para a pacífica convivência das obras humanas com a Natureza. Isto posto, voltamos ao ponto de partida: Maceió é área natural para o desabamento de trombas d?água. Felizmente, até os dias de hoje, espaçadas no tempo em sua ocorrência. Mas, como várias já foram registradas, o que os poderes públicos, em termo de planejamento, pode fazer para convivermos melhor com esse fenômeno?