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�ndice deplor�vel

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Ontem, durante evento voltado para a conscientização sobre o câncer de mama, foi divulgado que em Alagoas ?cerca de 33% dos casos evoluem ao óbito?. Um percentual terrível, especialmente se considerarmos que a média brasileira de mortes com esta causa seria de 20% segundo dados das instituições de pesquisa. Tais índices são mais terríveis ainda pelo fato de que este tipo de câncer, se diagnosticado a tempo, apresenta ótimas chances de recuperação. Há bastante tempo que as ciências médicas avançaram com sucesso no combate a essa modalidade cancerígena. O que acontece, então, para que, em Alagoas, um terço das mulheres afetadas por essa doença venha a perecer? Respostas podem ser encontradas nas declarações dos profissionais da saúde acerca das condições nas quais desempenham seu mister. ?O que foi constatado é que a maioria desses mamógrafos não está funcionando. Outro problema é a falta de acesso ao médico mastologista. Tanto com o Programa Saúde Família (PSF), como nos postos de saúde, onde muitas vezes os exames nem chegam a ser solicitados. O funcionamento fica comprometido devido à sobrecarga no sistema e essa dificuldade é um dos maiores problemas, justamente porque a detecção precoce é o instrumento que mais combate o câncer de mama?, declarou profissional especializada à reportagem da Gazetaweb. De fato, neste quadro, fica muito difícil enfrentar o problema. Existe tecnologia médica para fazer reduzir em muito essa porcentagem, mas sem investimentos na saúde pública pouco se pode fazer. Quando faltam médicos, quando exames nem chegam a ser solicitados, a falta de equipamentos até passa a ser secundária. Precisa-se de mais equipamentos de última geração, é verdade, mas antes disso precisa-se de profissionais de saúde à disposição do público. Igualmente precisa-se educar o público para buscar (lutar, no caso) por assistência médica preventiva. Ou seja, precisa-se sair da Idade da Pedra.

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