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Opinião

Transtornos urbanos

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Chamo de transtorno urbano, a toda intervenção na cidade que prejudica parte ou toda sua população, quer agredindo paisagem, meio ambiente, quer alterando o fluxo normal do trânsito, além de outros que venham causar lesão ao bem público. Exemplos são conhecidos e gritantes quando nos deparamos com fotos de Maceió. Quem dos mais antigos moradores dessa cidade não se lembra da Praça Afrânio Goulart, aquela em frente ao Clube Fênix? Desapareceu e está agregada ao patrimônio daquele clube. Aliás, diga-se de passagem, que o desaparecimento da referida praça se deu em cima de outra intervenção totalmente equivocada e cometida nos idos 1948, quando desviaram o leito do Salgadinho. E a Praça Dona Rosa da Fonseca com o célebre busto da genitora de tantos patriotas e heróis nacionais? Perguntem aos aficionados da cerveja que lá se deliciam onde ele se encontra. Em Marechal Deodoro na casa onde deu a luz ao Proclamador da República? A guisa de oferecer favores permite, por exemplo, transformações de barracas de praia em construções permanentes com acabamentos dignos dos melhores restaurantes de Maceió. Verdadeiros tapa-vista do mar, ainda se vê edificações sediando inúmeros comerciantes em frente ao Iate Pajuçara. Não se pode calar diante da absurda criação de uma favela na Praça Sinimbu. Quem é o responsável por tal favelização de uma praça tão formosa e conhecida pelos maceioenses? Os universitários da Casa do Estudante, a Ufal e o TRE não opinam? Jorge de Lima eu sei que não pode! Atualmente os transeuntes e proprietários de automóveis observam uma intervenção praticada pela prefeitura no cruzamento das ruas Pedro Paulino e Cid Scala, que muitos já alcunharam ?Posto de Pedágio?, pois com certeza para se livrarem de uma curva de ângulo central superior a 300 graus e em cima de um paredão, vão tentar contorná-la se abastecendo no posto de combustível lá inserido. São soluções que não entendemos e o pior, que custam muito aos bolsos do contribuinte que pagam em dia seus impostos. Existem intervenções simples e com mínimo de recursos que em muito beneficiariam a todos. Bastava que funcionários da municipalidade registrassem as esquinas e suas concordâncias nos meios-fios e verificariam que chegam a fazer quase um ângulo reto. Com aumento de curvatura o trânsito melhor fluiria. Uma desapropriação aqui outra acolá, em pouco tempo, poderíamos alargar e melhorar ruas e avenidas. A própria Cid Scala poderia ser exemplo de obra com repercussão imediata caso fosse desobstruída e aberta a margem esquerda do canal do Gulandim até a confluência com a Dona Constança. Deixariam de usá-la como depósito de venda material de construção e desafogaria o trânsito em toda região. (*) É engenheiro ([email protected]).

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