Opinião
Vidas e exemplos
Neste mês de setembro, findo anteontem, Alagoas perdeu prematuramente dois de seus filhos; ambos tiveram interrompidas, lamentavelmente, suas destacadas folhas de serviços prestados ao Estado. Cada um, em seu segmento, lega exemplos que devem ser lembrados e reverenciados. Juca Sampaio dedicou-se à política ainda jovem, porém mais cedo que o previsível redirecionou seus esforços para o mundo da comunicação, empenhando-se como gestor dedicado a superar as dificuldades de um mercado restrito e manter viva, atuante e sustentável uma empresa de mídia em Alagoas, garantindo empregos e gerando renda. Uma missão muitíssimo difícil, mas que ele tocou vitoriosamente durante sua curta e produtiva existência. Marcial Lima ligou-se à arte desde cedo, tendo o teatro como veículo inicial, ao mesmo tempo em que se aprofundava nas letras e no estudo dos temas culturais. Por mais de uma vez destacou-se como gestor público de órgãos culturais, e na então Fundação Cultural de Maceió foi um dos pioneiros na aplicação de uma legislação específica para incentivo municipal à Cultura. E não parou por aí, sendo que uma de suas realizações mais marcantes foi a criação e direção do bloco carnavalesco Pinto da Madrugada, em companhia de outros três abnegados alagoanos do frevo. Ambos nos deixaram cedo demais, comovendo todos que lhes conheciam e lhe reconheciam as realizações e, principalmente, esperavam por novas contribuições que, mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente seriam geradas por suas energias construtoras. Ambos, porém, nos deixam seus exemplos de vida e realizações. E, mais que isso, suas experiências de vida indicam caminhos nos quais se é indispensável perseverar, apontam para esforços que precisam, cada vez mais, de mais gente engajada para que objetivos de largo alcance social possam ser conquistados.