Opinião
O g�nio da ma��
Sem dúvida que as conquistas tecnológicas no mundo digital contemporâneo têm sido marcadas pelo talento coletivo. Os novos projetos, revolucionários em cascata, mormente são assinados por uma plêiade de cientistas, técnicos e pesquisadores. Mas é igualmente certeza a presença, dentre esses muitos cérebros iluminados, a presença de almas geniais, de personalidades ainda mais brilhantes que a privilegiada coletividade que caracteriza esses espaços criativos. Steve Jobs foi um desses iluminados cuja genialidade cintilou ainda mais que os fulgores de seus parceiros de criação. Um visionário, um revolucionário entre revolucionários: este foi Jobs. Fundador de uma da marcas icônicas da contemporaneidade digital, soube conduzir os avanços carimbados pela maçã mordida sempre de forma inovadora. Americano nascido em San Francisco no ano de 1955, filho de uma americana com um sírio, deixado pelos pais à adoção, foi criado por sua família adotiva no Vale do Silício, Meca da indústria de computação mundial. Trabalhou desde jovem no ramo da informática. Como outros gênios dos inventos cibernéticos, criou em conjunto com amigos de trabalho seus primeiros produtos, equipamentos pouco mais que protótipos, mas que deram certo desde as primeiras peças. A irresistível ascensão de Jobs galgava, aos pulos, degraus que eram inovação pura. Rapidamente o uso dos computadores, a forma de armazenar e ouvir música, o gesto de telefonar foram subitamente mudados, em todo globo, por invenções carimbadas com a assinatura Steve Jobs. A doença, diagnosticada em 2004, não abateu seu gênio criativo. Enfrentou o câncer sem se deixar abater, afastando-se do labor apenas quando o trabalho assim exigia. Suas últimas aparições públicas deixaram claro uma crescente debilidade física. Cada aparição pública significava que o público teria à sua disposição mais algum produto inovador. Um gênio se foi. E deixou, indelével, sua marca positiva para a humanidade.