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Opinião

Joias ambientais

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Como se pode verificar, mesmo sob as crises mais duras, como a atualmente vivida pela Grécia, o turismo é uma atividade das mais resistentes, logrando sobreviver debaixo de condições assaz adversas na economia. E conforme também se pode observar mesmo nas regiões onde a cultura, a história e até (ou principalmente) a religião são o foco principal de atração dos cardumes de turistas, o meio ambiente, a natureza, é igualmente polo de alto interesse. Por exemplo, quem, numa caravana à Terra Santa, pode ignorar o Mar Morto ou desconsiderar as oliveiras? Ou seja, considerando a atividade turística como essencial para a economia local, considerando que todo lugar deve cuidar de seu meio ambiente como fator indispensável para manter e ampliar a valorização do destino é que Alagoas deve aplaudir a notícia, aparentemente singela, da soltura na natureza de três peixes-boi em nosso litoral. O que são três exemplares de peixes-boi na economia de um Estado cravejado de problemas? Nada, poderão responder os mais apressados, ou os mais estressados. Muito, responderá, acertadamente, quem prestar mais atenção ao conjunto de fatores vitais para o desenvolvimento de sua terra. É frágil a alteração provocada pela reinserção de três animais (ameaçados de extinção) a quaisquer ecossistemas. Esta seria, talvez, a valoração mais adequada para a questão. Os três peixes-boi reintroduzidos no litoral alagoano seguem sob grandes riscos. Mas representam um esforço real para a recuperação de uma espécie em perigo de ser extinta, são uma conquista, um avanço neste trabalho hercúleo que é a recuperação ecológica. E, numa visão mais pragmática, representam três joias a mais no (dilapidado) tesouro ambiental alagoano. E, como sabemos, ou deveríamos saber, os tesouros ambientais alagoanos são a principal força de atração do turismo em nosso Estado. Aplaudamos, então, a recolocação desses três animais no litoral alagoano. É um passo importante.

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