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Emergentes globais

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Ao longo dos oito anos decorridos desde a criação do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), quadruplicou o volume comercial entre os três países, o que é considerado um êxito digno de nota. Entretanto, os especialistas avaliam que, nas relações de comércio entre esse trio, ainda persistem desencontros que atrapalham um crescimento ainda maior. Os da África do Sul reclamam que o Brasil interpõe obstáculos burocráticos aos vinhos produzidos no país de Mandela; por nossa vez, reclamam os brasileiros das barreiras erguidas por Pretória contra o trânsito da carne suína, além de alertarem sobre a iminência de ser desabada uma sobretaxa nos frangos tupiniquins endereçados aos africanos austrais. Os conflitos comerciais, neste trio, têm se dado mais entre Brasil e África do Sul, com a ancestral Índia procurando se manter distante de atritos. Felizmente, os pontos de convergência afirmam-se como maiores que as áreas divergentes, o que aponta para uma tendência de crescimento maior ainda nos negócios entre esses três parceiros. Parceiros que, ao longo da última década, lograram crescer em ritmos elogiáveis, superando com méritos as ondas (ou marolas) das recentes crises internacionais. A sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) não só se consolidou como grupamento de emergentes globais como foi acrescida de mais um membro, exatamente a África do Sul. Toda articulação dentre esses cinco países é, em princípio, positiva por apontar para o fortalecimento dos laços entre semelhantes. Assemelham-se esses cinco países nas perspectivas de crescimento econômico em ritmo sustentável, embora, em termos de estratégias geopolíticas, a China e a Rússia se distingam do Brasil, Índia e África do Sul. O estreitamento das relações entre esses três países, ao contrário de estressar as relações entre os cinco componentes Brics, possibilita a multiplicação da capacidade de resolução de tensões localizadas.

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