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Opinião

Livros x armas

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Mais um fato confirma como se encontra entranhada a violência e a falta de respeito às leis. Ontem, dois adolescentes, de 15 e 14 anos, foram apreendidos em plena sala de aula de uma das escolas públicas mais prestigiadas em Maceió. O motivo foi a posse de uma arma de fogo, calibre 38, devidamente municiada. Mais preocupante é saber que um dos jovens apreendidos já teria ameaçado um funcionário do Colégio Mota Trigueiros. Localizada no bairro de Jatiúca, a escola em questão é uma instituição respeitável de uma área que, sob nenhuma hipótese, pode ser classificada como ?periferia?. Nos últimos tempos, tem-se espalhado a falsa crença de que a violência tem seu fulcro junto às populações menos favorecidas; seriam essas mazelas manifestações típicas das comunidades ?excluídas?. Ocorrências como essa comprovam que não existe camada social ou área residencial livre da sombra da violência. É assustador perceber a infiltração do espectro do crime nos ambientes escolares. Essa mazela tem se espalhado por todo Brasil e, embora conquistem mais espaço na mídia as manifestações de violência tresloucada, como o massacre na escola carioca do Realengo, ainda são mais terrificantes as manifestações da violência cotidiana, cometidas como se fossem ?coisa comum?, como levar um revólver carregado para a sala de aula. Tais ocorrências evidenciam a necessidade de atualizações na legislação pertinente e da indispensabilidade de campanhas permanentes de conscientização, sendo indispensável valorizar a denúncia e garantir a preservação da identidade do denunciante. Seja na rede pública, seja no ensino privado, seja nas periferias, seja nos bairros mais abonados, a escola tem de ser resgatada para sua função básica. E a segurança na sala de aula e em suas proximidades é condição preliminar para a cidadania.

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