Opinião
O novo presidente do Conselho Estadual de Seguran�a
Governar um País, um Estado ou uma Prefeitura não obriga o dirigente a ser um perito em todas as áreas de seu domínio. Mas tem que possuir inteligência suficiente e ser inteiramente isento de partidarismos e de protecionismos para escolher pessoas realmente capazes de exercer a chefia dos variados setores que formam uma administração. Tem que ter a consciência da alta responsabilidade a encarar quando se propõe a ocupar semelhantes cargos numa comunidade. O seu interesse, único e precípuo, deve ser o de conduzir com dignidade e competência sua função. A vaidade, o poder e as vantagens que seu posto lhe proporciona não devem impedir que seu raciocínio seja obliterado a tal ponto de sacrificar o bem-estar e o progresso da jurisdição que governa. Pela falta desses princípios é que o Brasil inteiro, em todos os seus setores, se encontra num verdadeiro caos, com mínimas exceções. Não que pessoas inteligentes e capazes de ser colocadas nesses diversos ofícios sejam inexistentes em nosso País, não; faltam, sim, o interesse, a capacidade, a compreensão dessa simples atitude aos nossos executivos. Li, com empenho e satisfação, a reportagem feita em 16 de outubro, com o jovem e inteligente advogado Paulo Brêda, conhecido no meio jurídico por suas qualidades profissionais e suas íntegras atitudes. Suas opiniões sobre a área de Segurança Pública em nosso Estado vêm coincidir com o que penso e exponho nos parágrafos acima. Assim, uma luz e uma esperança de que sejam encontrados os caminhos do sossego para os habitantes deste malogrado Estado, ultimamente apontado como o mais violento do País, quiçá do mundo, começa a surgir tendo-o à frente do Conselho Estadual de Segurança Pública. Paulo Brêda demonstra ter um perfeito conhecimento do assunto e, estou certa, agindo como promete, acertaremos nas trilhas complicadas que sanarão esse terrível opróbrio que tem enchido de pavor e de tristeza os cidadãos alagoanos. As pessoas já quase nem saem de casa à noite; raros são os comerciantes que não foram ainda assaltados; os ônibus sofrem constantes agressões; os motoristas, além de terem seus veículos roubados, são, muitas vezes, atingidos por tiros fatais; os bancos têm suas máquinas eletrônicas saqueadas; enfim, todas as formas são usadas para os furtos. Mata-se todos os dias! A vida tornou-se totalmente banal! Estamos cercados por verdadeiros animais! Aliás, são muito piores, os bichos matam para sobreviver ou quando são ameaçados! Nossas esperanças estão, agora, em você, Paulo Brêda. Que Deus o ilumine, dando-lhe os meios e aguçando sua inteligência para que possa acabar com os constantes crimes que infelicitam esta terra! Que a bela Alagoas volte a ser um lugar de paz! (*) É sócia efetiva da AAL.