Opinião
Abrindo os olhos para o mundo
Escrevo o artigo desta semana especialmente feliz, pois desde o dia 21 do corrente mês, a grande rainha do conhecimento, a leitura, tem um castelo erguido e dedicado unicamente a ela em nosso estado: a 5ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. É verdade, que durará apenas dez dias, mas as marcas que atividades deste porte podem deixar, principalmente nos leitores em formação, é algo que nem podemos mensurar de tão valioso. Professores, pais, alunos e membros da sociedade civil são mobilizados para que as atividades oferecidas nestes dez dias possam ser vivenciadas por nossas crianças, jovens e adultos de todas as idades, afim de que possamos dar novos passos rumo à mudança de uma realidade que coloca Alagoas entre os piores índices de leitores desse país. O gosto pela leitura deve ser incentivado por todos os meios. ?Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê?, diz o slogan. É necessário vencer etapas. Trata-se da escadaria do saber, numa escalada degrau por degrau. Ler, tentando a compreensão; numa etapa evolutiva seguinte, o discernimento, apreciação e avaliação; e, por último, a reflexão, postura crítica diante do mundo, do homem e de seu contexto. A dimensão da Bienal atinge todo o Estado e extrapola fronteiras. A FAPEAL ? dirigida pela professora Janesmar Camilo Cavalcanti ? se esmera, em seu estande na Bienal, na apresentação do programa científico da entidade: principais projetos e linhas de fomento que abrange formação científica desde o ensino médio ao pós-doutorado. Foram 1235 bolsas concedidas em 2010. A par disso, estimula uma linha cultural: no estande, dez destacados escritores alagoanos apresentam suas obras; e faz o lançamento do calendário FAPEAL, que este ano enfoca a presença holandesa em Alagoas. É a nona edição criada pelos historiadores Douglas Apratto e Carmen Lúcia Dantas. Nossos efusivos cumprimentos aos organizadores e pessoal de apoio, parceiros, patrocinadores e colaboradores do evento. Uma referência carinhosa e especial a Sheila Maluf, cérebro e motorzinho de inesgotável energia; à Reitora Ana Dayse Dórea, cujo apoio se constitui uma enzima catalizadora dessas atividades. As pessoas não se contam pelo número e sim pela qualidade. A mim, amante da leitura e do livro, resta-me torcer para que os resultados sejam os melhores possíveis, pois a leitura é uma das principais formas de abrir os olhos para o mundo. Vale repetir: cada livro é uma nova viagem.. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.