Opinião
Juventude: presente!
A juventude brasileira vive um momento de conquistas significativas, fruto do empenho de várias gerações que incansavelmente lutaram por essas realizações. Na década de 80, o segmento da juventude, que sempre teve características próprias, passou a se assumir enquanto movimento juvenil de fato e não mais tendo sua atuação unicamente vinculada ao movimento estudantil. O movimento juvenil ganhou intensidade na década de 90, passou a compreender a importância de garantir aos jovens direitos especiais e prioridade no acesso aos direitos já assegurados. O ano de 2005 foi um marco nesse sentido, foram criados instrumentos que possibilitaram a real elaboração de Políticas Públicas para a Juventude (PPJ), a Secretaria Nacional de Juventude, o Conselho Nacional de Juventude e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). Depois da criação desses espaços federais, foram criados Conselhos e Secretarias em vários estados e municípios. Alagoas e Maceió, mais uma vez, não viveram momento de desenvolvimento que atingiu a maioria dos Estados do País. Essa semana, a juventude alagoana tem a oportunidade de gritar seus anseios e desejos, pois outro marco está prestes a ser cravado na história de lutas e conquistas de direitos da juventude. É momento de compensar as várias oportunidades perdidas. Foi iniciado em maio o processo da 2ª Conferência Nacional de Juventude, com o objetivo de fortalecer e ampliar as PPJs, discutir o Plano Nacional de Juventude e o Estatuto da Juventude que tramitam no Congresso Nacional desde 2004. Alagoas realizará sua 2ª Conferência Estadual nos dias 30/09 e 01/09, no Cepa. É hora de dizer que a juventude alagoana necessita de um Conselho Estadual de Juventude, para que haja espaço para formulações da sociedade civil e não apenas do poder público. Os municípios precisam que seus prefeitos discutam sobre a juventude com atenção, de maneira propositiva. Quem mais sofre com os péssimos índices sociais alagoanos são os jovens, principais afetados com o desemprego, violência e péssimas condições em que as escolas e universidades da rede estadual de ensino se encontram. O jovem precisa ter garantido seu direito ao desenvolvimento integral, que passa pela prioridade no acesso à educação, ao trabalho, à cultura, à saúde, ao esporte e lazer. É necessário respeitar a diversidade existente entre os jovens, as particularidades do jovem do campo e da cidade e sua orientação sexual e religiosa. (*) É estudante da Ufal.